Após pesquisa mostrar Wilder à frente no agronegócio, dirigente afirma que alinhamento ideológico explica parte do cenário, mas não decide a eleição
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Política
Cotado para ser vice na chapa do governador Daniel Vilela (MDB), o presidente da Faeg, José Mário Schreiner (PSD), reagiu à pesquisa Diagnóstico/Acieg que mostrou Wilder Morais (PL) à frente no agronegócio.
No recorte por ocupação, Wilder aparece com 43,7% entre eleitores ligados à agropecuária. Daniel tem 26,2%. Marconi Perillo (PSDB) registra 16,7%.
Zé Mário não negou o dado. Preferiu enquadrá-lo na disputa nacional. Para ele, o avanço de Wilder no campo tem menos a ver com o senador e mais com a força do bolsonarismo no setor.
“Quando você vê um certo avanço de um candidato, principalmente ligado à direita, dentro do agro, é porque existe já uma ligação forte do agro com a questão nacional, que é o bolsonarismo”, afirmou
A frase mira o ponto sensível da campanha governista. Daniel lidera a pesquisa geral, mas encontra resistência no setor mais simbólico da economia goiana. É justamente nesse espaço que aliados defendem a entrada de Zé Mário na chapa.
O presidente da Faeg tenta deslocar o debate da ideologia para a entrega. “As pessoas não votam no nome, votam no projeto, em quem conhece, em quem já fez”, disse.
Questionado sobre a defesa de seu nome para a vice, Zé Mário chamou o movimento de legítimo. “É legítimo, extremamente legítimo, é justo, e eles estão enxergando que através desse projeto a gente possa continuar avançando no Estado de Goiás, colaborando com o projeto de governo”, afirmou.

Domingos Ketelbey
É repórter, colunista e apresentador. Conecta os bastidores do poder, cultura e cotidiano na cobertura jornalística
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