Lula começou o segundo turno atrás. Em 4 de outubro, recebeu 45,16% dos votos válidos, contra 47,03% de Flávio.(Foto: divulgação)

Lula começou o segundo turno atrás. Em 4 de outubro, recebeu 45,16% dos votos válidos, contra 47,03% de Flávio.(Foto: divulgação)

Lula começou o segundo turno atrás. Em 4 de outubro, recebeu 45,16% dos votos válidos, contra 47,03% de Flávio.(Foto: divulgação)

Lula começou o segundo turno atrás. Em 4 de outubro, recebeu 45,16% dos votos válidos, contra 47,03% de Flávio.(Foto: divulgação)

Em virada histórica, Lula vence Flávio Bolsonaro no segundo turno da eleição

Em virada histórica, Lula vence Flávio Bolsonaro no segundo turno da eleição

Petista derrota Flávio Bolsonaro, mas terá de negociar com oposição fortalecida no Congresso e governadores que apoiaram o adversário

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Política

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reverteu a desvantagem do primeiro turno, venceu o senador Flávio Bolsonaro (PL) neste domingo (25) e conquistou seu quarto mandato. A recuperação assegura mais quatro anos no Planalto, mas deixa uma tarefa que a vitória presidencial não resolve: construir sustentação em um Congresso no qual o partido do adversário ampliou sua força.

Às 21h16, com 99,79% das seções totalizadas, o Tribunal Superior Eleitoral já classificava a eleição como matematicamente definida. Lula somava 64.092.177 votos, equivalentes a 51,76% dos válidos. Flávio tinha 59.734.450, ou 48,24%. A diferença ultrapassava 4,3 milhões de votos.

Lula começou o segundo turno atrás. Em 4 de outubro, recebeu 45,16% dos votos válidos, contra 47,03% de Flávio. Teve três semanas para recuperar terreno e conquistar eleitores que não o haviam escolhido. A vitória deste domingo inverteu aquela ordem e impediu o retorno da família Bolsonaro à Presidência.

Na reta final, o petista intensificou a mobilização digital e as manifestações de rua. Ao votar em São Bernardo do Campo, antes da apuração, agradeceu pelo apoio recebido. “Nunca vi nada igual”, afirmou. A votação confirmou a recuperação, embora o peso de cada movimento da campanha ainda dependa de análise dos dados.

A próxima negociação

O PL elegeu 19 senadores e terá 28 das 81 cadeiras a partir de 2027, considerando também os mandatos que continuam. Será a maior bancada da Casa, enquanto o PT ficará com nove integrantes. O partido de Flávio terá força para organizar a oposição, mas também dependerá de alianças para formar maioria.

Para Lula, o resultado aumenta a importância da negociação com o centro. A maioria conquistada na eleição presidencial não se transfere automaticamente para as votações do Congresso. As primeiras escolhas de equipe e prioridades mostrarão como o presidente pretende sustentar o novo mandato.

As promessas também passam a ser cobradas como compromissos de governo. Na campanha, Lula defendeu a ampliação do Pé-de-Meia, o perdão de dívidas de microempreendedores individuais e o fim da escala 6x1. Agora, precisará apresentar mecanismos, financiamento e apoio político para executar sua agenda.

O efeito em Goiás

Banner de 93 anos de Goiânia, com a frase “Pra toda vida, pra todo mundo” e a imagem de uma mulher e uma criança.

A reeleição mantém o governador Daniel Vilela (MDB) e o ex-governador Ronaldo Caiado (PSD) diante de uma administração federal que trabalharam para derrotar. Ambos apoiaram Flávio no segundo turno. Daniel preserva a força de sua vitória estadual, conquistada com 59,17% dos votos válidos, mas iniciará o próximo mandato sem um aliado no Planalto.

Para Caiado, o desfecho encerra duas apostas nacionais frustradas: sua candidatura presidencial, que não chegou ao segundo turno, e o apoio ao senador do PL. O ex-governador mantém influência em Goiás, mas terá de reorganizar sua atuação fora do Executivo estadual e sem a perspectiva de um governo federal aliado.

Lula tomará posse em 5 de janeiro de 2027. Até lá, terá de transformar a recuperação eleitoral em acordos capazes de sustentar suas decisões. A quarta vitória amplia sua trajetória política. O próximo mandato será medido pela capacidade de responder às expectativas de quem o reelegeu e aos problemas que alimentaram o voto contra seu governo.

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Domingos Ketelbey

É repórter, colunista e apresentador. Conecta os bastidores do poder, cultura e cotidiano na cobertura jornalística.

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