Prefeitura de Aparecida de Goiânia - Pra Frente Aparecida
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Tatiana Jucá durante participação no Domingos Conversa (Foto: Divulgação)

Tatiana Jucá durante participação no Domingos Conversa (Foto: Divulgação)

Tatiana Jucá durante participação no Domingos Conversa (Foto: Divulgação)

Tatiana Jucá durante participação no Domingos Conversa (Foto: Divulgação)

Tatiana Jucá diz que vai mudar fiscalização e levar engenharia ao debate eleitoral de 2026

Tatiana Jucá diz que vai mudar fiscalização e levar engenharia ao debate eleitoral de 2026

Primeira mulher eleita para presidir o Crea-GO defende atuação orientativa, reaproximação com profissionais e diálogo com pré-candidatos ao governo

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Política

Eleita a primeira mulher a presidir o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Goiás (CREA-GO), Tatiana Jucá destacou ao jornalista Domingos Ketelbey, que sua gestão terá como prioridades mudar o modelo de fiscalização, reaproximar o Conselho dos profissionais, dialogar com adversários após a eleição e levar as demandas da engenharia aos pré-candidatos ao governo de Goiás em 2026.

A engenheira civil recebeu 2.408 votos e assumirá o comando da entidade em janeiro de 2027. Segundo ela, o atual formato de fiscalização é punitivo e precisa dar lugar a uma atuação inicialmente orientativa.

Na entrevista ao Blog do DK, Tatiana também falou sobre o ineditismo da vitória feminina no sistema, a relação com os grupos derrotados e o papel da engenharia nas discussões sobre cidade, infraestrutura, energia e segurança alimentar.

Leia na íntegra a entrevista exclusiva com a presidente eleita do CREA-GO, Tatiana Jucá:

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Domingos Ketelbey: Como a senhora recebeu o resultado da eleição para a presidência do Crea-GO?

Tatiana Jucá: Estamos muito felizes. Recebemos com muita felicidade esses 2.408 votos, uma votação recorde. Ficamos felizes porque os profissionais confiaram em mim como profissional e como mulher para estar à frente do nosso Conselho. Vamos fazer um Crea de portas abertas, participativo, que estará inserido nas discussões da cidade e do interior, para que a engenharia seja realmente valorizada.

Domingos Ketelbey: Quais serão as prioridades da sua gestão?

Tatiana Jucá: A primeira coisa que vamos fazer é mexer no modelo de fiscalização. O modelo adotado pela atual gestão é de uma fiscalização punitiva e nós vamos mudar isso. Vamos treinar os fiscais e toda a equipe interna para fazer, primeiro, uma fiscalização orientativa e trabalhar ao lado do profissional. É o profissional que banca o sistema, seja com suas anuidades, seja com suas ARTs. Ele precisa do Crea ao lado dele, e não como um opositor.

Domingos Ketelbey: A senhora será a primeira mulher a presidir o Crea-GO em quase 60 anos de entidade. Além disso, mulheres também venceram os outros cargos em disputa. O que esse resultado representa?

Tatiana Jucá: O que aconteceu é histórico em Goiás. Representa que a sociedade está mudando e, principalmente, que o nosso eleitor já entendeu que as mulheres podem liderar. Elas têm capacidade para fazer engenharia e também para fazer a gestão dessas entidades. Nós temos uma aproximação e um diálogo que, muitas vezes, são melhor recebidos. Tenho certeza de que teremos, junto com essas colegas, uma gestão exitosa no Crea e na Mútua. Isso representa muito e nos deixa muito felizes.

Domingos Ketelbey: Como será a relação da presidente Tatiana Jucá com os adversários e os grupos que apoiaram outras candidaturas?

Tatiana Jucá: Da mesma maneira como trabalhamos quando fui eleita, nas eleições anteriores, para a Mútua. Acabou a eleição, nós não somos inimigos. Pelo contrário, somos todos profissionais. Todos terão as portas abertas, porque o respeito precisa existir, independentemente do lado em que esses colegas estiveram. Isso vale não apenas para os candidatos, mas também para os apoiadores deles.

Domingos Ketelbey: Passada a eleição do Crea-GO, Goiás entra definitivamente no calendário eleitoral de 2026. O que a engenharia precisa ouvir dos candidatos ao governo?

Tatiana Jucá: Eles precisam entender que a engenharia está em tudo. Está no planejamento urbano, no arruamento, nas praças, nas calçadas, na rede elétrica, na transmissão e na geração de energia, nos alimentos e na segurança alimentar. Gostaríamos que os políticos entendessem que precisam ouvir o engenheiro quando forem trabalhar com essas atividades. A partir de janeiro, o Conselho estará de portas abertas para que possamos fazer o melhor uso dos espaços urbanos, melhorar as obras públicas e trabalhar a capacitação dos profissionais. Se a engenharia vai bem, a sociedade também ganha.

Domingos Ketelbey: A senhora pretende iniciar um diálogo com os pré-candidatos ao governo de Goiás?

Tatiana Jucá: Com certeza.

Domingos Ketelbey: Já haverá uma agenda para levar as demandas dos engenheiros aos candidatos que disputarão as eleições de 2026?

Tatiana Jucá: Certamente. Vamos reestruturar o nosso plano para torná-lo mais acessível também para a sociedade, para quem não é conhecedor da engenharia. Queremos que as pessoas entendam o que o Crea precisa, o que o engenheiro precisa, como o profissional pode ajudar e como essas propostas podem ser incorporadas aos planos de governo. Certamente vamos trabalhar nesse sentido.

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Domingos Ketelbey

É repórter, colunista e apresentador. Conecta os bastidores do poder, cultura e cotidiano na cobertura jornalística

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