Projeção da Universidade de Chicago aponta Norte e Nordeste como regiões mais vulneráveis aos efeitos das temperaturas extremas
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Clima
O calor extremo associado ao Super El Niño pode provocar até 13,3 mil mortes no Brasil até fevereiro de 2027, segundo projeção divulgada pelo Laboratório de Impacto Climático da Universidade de Chicago.
O levantamento aponta o Brasil como o país potencialmente mais afetado da América Latina e indica maior vulnerabilidade nas regiões Norte e Nordeste.
A estimativa não significa que esse número de mortes necessariamente ocorrerá. Trata-se de uma projeção baseada na relação entre temperaturas extremas, exposição da população ao calor e dados históricos de mortalidade.
Projeção mundial chega a 451 mil mortes
Em escala global, o estudo estima até 451 mil mortes relacionadas ao calor durante o período analisado.
O El Niño é caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico Equatorial e altera padrões de temperatura e precipitação em diferentes partes do planeta. Quando o aquecimento atinge intensidade excepcional, o episódio é frequentemente classificado como Super El Niño.
Temperaturas muito elevadas aumentam especialmente os riscos para idosos, crianças, pessoas com doenças cardiovasculares e respiratórias e trabalhadores expostos ao calor.
O estudo reforça a necessidade de políticas de adaptação às temperaturas extremas, sobretudo em regiões com menor acesso a climatização, atendimento de saúde e infraestrutura adequada.

Karla Alves
É jornalista e assessora de comunicação. Há mais de 15 anos, atua na imprensa goiana e aproxima informação, pessoas e organizações.
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