Lista de Ancelotti tem sete jogadores de clubes brasileiros, maior presença doméstica em ao menos quatro Mundiais
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Esportes
Sete dos 26 jogadores convocados por Carlo Ancelotti para defender a seleção brasileira na Copa do Mundo de 2026 atuam em clubes do Brasil. O número representa 26,9% da lista, percentual próximo de 30%, e marca uma mudança em relação aos últimos Mundiais, quando a seleção foi formada majoritariamente por atletas do futebol europeu.
Os convocados que jogam no país são Alex Sandro, Danilo, Léo Pereira e Lucas Paquetá, do Flamengo; Danilo Santos, do Botafogo; Neymar, do Santos; e Weverton, do Grêmio. A presença brasileira só fica atrás da Inglaterra, país dos clubes de oito convocados.
O dado chama atenção porque rompe uma tendência recente. Em 2022, Tite levou apenas três jogadores de clubes brasileiros. Em 2018, também foram três. Em 2014, quando o Mundial foi disputado no Brasil, a lista tinha quatro atletas que atuavam no país.
A convocação indica dois movimentos. O primeiro é a força financeira de clubes brasileiros, especialmente Flamengo e Botafogo, para manter ou repatriar jogadores de nível de seleção. O segundo é uma escolha técnica de Ancelotti, que não tratou o futebol nacional como mercado secundário na montagem do grupo.
Ainda assim, a seleção segue com base internacional. Dezenove convocados atuam fora do país, com peso maior da Premier League e de clubes da Europa. O Brasil voltou a ter relevância na lista, mas não retomou o protagonismo que tinha antes da exportação em massa de seus principais jogadores.

Domingos Ketelbey
É repórter, colunista e apresentador. Conecta os bastidores do poder, cultura e cotidiano na cobertura jornalística
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