Caiado volta a disputar a presidência quase 40 anos após a primeira tentativa (Foto: Divulgação)

Caiado volta a disputar a presidência quase 40 anos após a primeira tentativa (Foto: Divulgação)

Caiado volta a disputar a presidência quase 40 anos após a primeira tentativa (Foto: Divulgação)

Caiado volta a disputar a presidência quase 40 anos após a primeira tentativa (Foto: Divulgação)

PSD oficializa Caiado ao Planalto 37 anos após primeira candidatura

PSD oficializa Caiado ao Planalto 37 anos após primeira candidatura

Com Kassab na vice, ex-governador usa gestão de Goiás como credencial, critica polarização e pede chance de chegar ao segundo turno

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Política

O PSD oficializou neste domingo (26), em São Paulo, a candidatura do ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado à Presidência da República. Único goiano na disputa pelo Palácio do Planalto, ele volta a concorrer ao cargo 37 anos depois da primeira candidatura, apresentada nas eleições de 1989.

A convenção nacional também confirmou o presidente do partido, Gilberto Kassab, como candidato a vice. A chapa será formada exclusivamente por integrantes do PSD e disputará a eleição marcada para 4 de outubro.

Ao discursar após a homologação, Caiado afirmou que a candidatura pretende oferecer uma alternativa à polarização nacional. Segundo ele, o projeto somente avançou porque Kassab enfrentou resistências internas à entrada de outro nome na disputa.

“Eu não seria candidato se não fosse a coragem de Gilberto Kassab, que enfrentou todos aqueles que achavam que podiam calar o Brasil e que não teria mais nenhum candidato fora da polarização”, afirmou.

Goiás como vitrine

Caiado utilizou os resultados de sua passagem pelo governo de Goiás como principal credencial para a disputa nacional. O ex-governador afirmou que deixou o cargo com 88% de aprovação e defendeu um modelo de administração baseado em segurança pública, responsabilidade fiscal, regionalização da saúde e entrega de resultados.

“Eleição não é de rejeitados. É de quem traz resultado para a sociedade brasileira. Foi isso que demonstramos em Goiás. Saímos do governo com 88% de aprovação porque, quando se tem capacidade para governar, a população reconhece”, declarou.

O candidato do PSD pediu uma oportunidade para chegar ao segundo turno e apresentar o que classificou como um modelo diferente de governo.

“Peço a chance de chegar ao segundo turno e mostrar que temos condições de devolver o Brasil aos brasileiros, assim como fizemos em Goiás. Hoje o Estado é referência em segurança pública, saúde regionalizada e gestão fiscal. Não se governa pelo discurso, mas pelo exemplo de quem administra”, disse.

Caiado também criticou os candidatos que lideram as pesquisas e afirmou que a disputa nacional está concentrada em nomes com elevada rejeição. Sem citá-los nesse trecho do discurso, sustentou que seus adversários estão mais preocupados com a disputa pelo poder do que com propostas para o desenvolvimento do país.

“O que estamos assistindo no Brasil hoje é uma disputa entre dois candidatos que lideram a rejeição. Mostramos em Goiás que é possível fazer diferente e, por isso, coloquei meu nome à disposição. Eles brigam pelo poder. O Brasil precisa de desenvolvimento e de resultados”, afirmou.

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Apoio a Daniel

Durante o discurso, Caiado vinculou sua candidatura presidencial ao projeto de reeleição do governador Daniel Vilela, do MDB. O ex-governador afirmou que a vitória do aliado em Goiás será importante para a articulação política de um eventual governo do PSD em Brasília.

“O meu agradecimento especial ao governador de Goiás, Daniel Vilela, que governa Goiás e que, se Deus quiser e com a força do povo goiano, estará eleito no primeiro turno para me ajudar a governar o nosso Brasil e caminhando comigo”, declarou.

A convenção reuniu governadores, senadores, deputados, prefeitos e dirigentes nacionais do PSD. O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, um dos nomes que disputaram internamente a indicação presidencial da legenda, declarou apoio a Caiado.

“Caiado é o nosso nome com capacidade política, moral e experiência para representar o que de fato os brasileiros precisam”, afirmou Leite. Segundo ele, o partido pretende manter palanques regionais para apresentar a candidatura durante a campanha.

O ex-ministro Aldo Rebelo também participou do encontro e relembrou a atuação conjunta com Caiado na Câmara dos Deputados, especialmente durante a discussão do Código Florestal.

“Trabalhamos juntos na Câmara dos Deputados em momentos importantes, como na relatoria do Código Florestal. Caiado foi uma figura presente e importante, ajudando a fazer o debate sobre esses dois desafios, que são produzir alimentos e proteger o meio ambiente”, disse.

Com a decisão da convenção, o PSD deverá apresentar à Justiça Eleitoral o pedido de registro da chapa Caiado-Kassab. Os partidos têm até 5 de agosto para realizar convenções e até 15 de agosto para registrar as candidaturas. A propaganda eleitoral nas ruas e na internet começa em 16 de agosto.

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Domingos Ketelbey

É repórter, colunista e apresentador. Conecta os bastidores do poder, cultura e cotidiano na cobertura jornalística

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