Dirigente afirma que mudança de rota foi construída com o vereador, critica montagem de chapas e diz que apoio ao governo ainda será definido
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Política
O presidente do Avante em Goiás, Thialu Guiotti, afirmou que a saída do presidente da Câmara de Goiânia, Romário Policarpo, que permaneceu cerca de duas semanas na legenda, para o Cidadania foi uma decisão construída em conjunto e não resultado de ruptura. Ele também colocou em dúvida o apoio do partido ao projeto de reeleição do governador Daniel Vilela (MDB). A declaração foi dada em entrevista ao editor do Blog do DK, Domingos Ketelbey, neste domingo (5).
De acordo com ele, a avaliação levou em conta o cenário das chapas proporcionais. “A não permanência do presidente Romário Policarpo no Avante foi construída por mim. Por decisão nossa em conjunto, entendemos que o melhor caminho seria o Cidadania, onde os nomes disputam de igual para igual”, afirmou.
Guiotti disse que participou diretamente da definição e que o movimento buscou reduzir riscos eleitorais. “Estávamos reunidos desde a tarde até a noite e decidimos o melhor caminho para ele. O presidente Romário não pode correr o risco de, lá na frente, a chapa não se sustentar ou não alcançar a eleição”, declarou.
Apesar da saída, o dirigente garantiu que mantém apoio político ao vereador. “Reafirmo meu compromisso de apoio à candidatura do presidente Romário, independente do partido ao qual ele esteja.”
Guiotti critica articulações “na última hora”
Ao fazer um balanço da janela partidária, Guiotti também criticou o processo de montagem de chapas em outras legendas. Sem citar nomes, afirmou que houve quebra de acordos internos. “Estamos vendo candidatos sendo colocados na última hora sem autorização do grupo, contrariando o que foi combinado”, disse.
Ele também questionou a consistência dessas articulações. “Muitos estão comemorando agora, mas no dia 4 de outubro vamos ver como isso foi construído, se foi em cima de verdade ou de mentira”, afirmou.
Thialu diz que “governo não contribuiu em nada” na montagem das chapas
Sobre o posicionamento do partido na disputa pelo governo, o presidente do Avante indicou que não há definição consolidada. Embora a legenda integre a base que hoje dá sustentação a Daniel Vilela, Guiotti afirmou que a decisão de apoio será tomada pelo comando nacional em conjunto com os pré-candidatos.
“O governo não contribuiu em absolutamente nada na montagem das chapas de deputado estadual e federal. A decisão de apoio será construída com o presidente nacional e os nossos pré-candidatos”, declarou.
Ele acrescentou que houve um compromisso do governador com o presidente nacional da legenda, Luis Tibé, para auxiliar na formação das chapas, mas afirmou que, na prática, isso não se concretizou. “Política é a arte do diálogo. Eu não estou dizendo que o Avante não estará com o Daniel Vilela, mas essa decisão será tomada em conjunto com o presidente nacional e os nossos pré-candidatos e deputado federal do partido”, disse.

Domingos Ketelbey
É repórter, colunista e apresentador. Conecta os bastidores do poder, cultura e cotidiano na cobertura jornalística
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