Prefeitura de Aparecida de Goiânia - Pra Frente Aparecida
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Rafael Lara, presidente da OAB-GO (Foto: Divulgação)

Rafael Lara, presidente da OAB-GO (Foto: Divulgação)

Rafael Lara, presidente da OAB-GO (Foto: Divulgação)

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OAB pressiona por freios ao Supremo em debate sobre reforma do Judiciário

OAB pressiona por freios ao Supremo em debate sobre reforma do Judiciário

Audiência em Goiás integra ofensiva nacional da advocacia contra decisões individuais e pela garantia de sustentação oral

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Política

A OAB-GO realiza nesta sexta-feira (19), em Goiânia, uma audiência pública que mira um dos temas mais sensíveis da relação entre advocacia, tribunais e política: os limites do Poder Judiciário. O encontro, marcado para as 9h na sede da entidade, faz parte de uma mobilização nacional da Ordem para discutir a reforma do sistema de Justiça.

A pauta não é lateral. A advocacia quer levar ao Supremo Tribunal Federal um relatório com propostas sobre sustentação oral, mandatos para ministros da Corte e restrições a decisões monocráticas. Na prática, a OAB tenta organizar uma reação institucional a práticas que passaram a concentrar poder nas mãos de magistrados, sobretudo nos tribunais superiores.

Em Goiás, a audiência será comandada pelo presidente da OAB-GO, Rafael Lara Martins, que integra a Comissão Nacional de Mobilização para a Reforma do Judiciário, do Conselho Federal da OAB. Também participam da abertura a presidente do Tribunal de Ética e Disciplina da seccional, Ludmila Torres, e o presidente do Sistema de Defesa de Prerrogativas, Alexandre Pimentel.

A defesa da sustentação oral aparece como o ponto mais diretamente ligado ao cotidiano da advocacia. Para Rafael Lara, não se trata apenas de uma prerrogativa corporativa, mas de uma condição para o exercício efetivo da ampla defesa. “Não existe ampla defesa real sem a garantia plena da sustentação oral. Defender essa prerrogativa de forma ampla e irrestrita é defender o próprio cidadão, garantindo que a voz da advocacia seja ouvida nos momentos decisivos do julgamento”, afirmou.

O recado político mais duro, porém, está na crítica às decisões monocráticas. Alexandre Pimentel afirma que a reforma do Judiciário é inadiável e defende que a colegialidade volte a ser tratada como regra, não como detalhe procedimental. “Há a necessidade de se pôr fim às distorções das decisões monocráticas, prática que desvia a Suprema Corte de sua missão constitucional e corrói a confiabilidade que o Judiciário precisa reconquistar perante a sociedade. A colegialidade não é opção: é regra”, disse.

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A discussão sobre mandatos para ministros do STF reforça o diagnóstico de que o modelo atual entrou no centro da disputa pública. Embora a proposta ainda dependa de debate político e constitucional, a inclusão do tema na pauta da OAB mostra que a advocacia pretende participar da discussão antes que ela seja capturada apenas pelo Congresso, pelo governo ou pelo próprio Judiciário.

Ludmila Torres afirma que a reforma precisa preservar garantias constitucionais e segurança jurídica. “A reforma que buscamos deve assegurar o equilíbrio institucional e o respeito absoluto às garantias constitucionais”, declarou. Segundo ela, o aperfeiçoamento do sistema de Justiça deve caminhar junto ao fortalecimento das prerrogativas da advocacia.

A audiência em Goiás integra uma mobilização simultânea das 27 seccionais da OAB. A iniciativa foi deliberada pelo Colégio de Presidentes do Sistema OAB, em reunião realizada em Salvador, em maio, sob condução do presidente nacional da entidade, Beto Simonetti.

No Conselho Federal, a Comissão Nacional de Mobilização para a Reforma do Judiciário é formada por Rafael Lara Martins e pelos presidentes das seccionais da Bahia, Daniela Borges, e de Rondônia, Márcio Nogueira. O grupo ficará responsável por consolidar as contribuições da advocacia brasileira e encaminhar o relatório formal ao STF.

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Domingos Ketelbey

É repórter, colunista e apresentador. Conecta os bastidores do poder, cultura e cotidiano na cobertura jornalística

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