Para escolher a palavra do ano, a equipe do Dictionary.com acompanha buscas, redes sociais e notícias. (Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil)

Para escolher a palavra do ano, a equipe do Dictionary.com acompanha buscas, redes sociais e notícias. (Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil)

Para escolher a palavra do ano, a equipe do Dictionary.com acompanha buscas, redes sociais e notícias. (Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil)

Para escolher a palavra do ano, a equipe do Dictionary.com acompanha buscas, redes sociais e notícias. (Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil)

O que é “maxxing”, palavra do ano de 2026 escolhida pelo Dictionary.com?

O que é “maxxing”, palavra do ano de 2026 escolhida pelo Dictionary.com?

Expressão nasceu na internet e descreve a busca por levar atividades ao extremo, da alimentação aos cuidados com a aparência

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Sociedade

Comer mais proteína, aproveitar ao máximo a inteligência artificial ou transformar uma noite em casa em uma experiência de conforto. Na linguagem da internet, essas atividades podem ganhar o mesmo final: “maxxing”. O termo foi escolhido pelo Dictionary.com como a palavra do ano de 2026.

A expressão descreve a prática de levar uma atividade ao extremo ou otimizar ao máximo algum aspecto da vida. Sua capacidade de aparecer em contextos tão diferentes ajudou a colocá-la em destaque.

Na alimentação, por exemplo, “proteinmaxxing” está ligado à busca por aumentar o consumo de proteína. No trabalho, “tokenmaxxing” descreve o uso intenso de inteligência artificial. Já “cozymaxxing” leva a ideia para o conforto e o aconchego.

Para escolher a palavra do ano, a equipe do Dictionary.com acompanha buscas, redes sociais e notícias. Segundo o dicionário, o uso de “maxxing” na internet em agosto foi 19 vezes maior que a média mensal de 2025.

Da internet à busca pela aparência perfeita


Banner de 93 anos de Goiânia, com a frase “Pra toda vida, pra todo mundo” e a imagem de uma mulher e uma criança.

O termo e suas variações surgiram no Reddit e em outros fóruns antes de se espalharem pelas redes sociais. Uma das versões mais conhecidas é “looksmaxxing”, voltada à tentativa de alcançar uma aparência considerada ideal.

Essa prática reúne comportamentos bastante diferentes. A versão chamada de “softmaxxing” inclui atividades como exercícios físicos e cuidados com a pele.

Em outros casos, a busca envolve hormônio do crescimento, peptídeos não regulamentados e intervenções mais extremas. Entre elas estão cirurgias de mandíbula e uma prática conhecida como “bone smashing”, que envolve bater nos ossos do rosto.

Relação com a “machosfera” gera debate

Alguns especialistas que estudam a chamada “machosfera”, uma subcultura ultramasculina da internet, enxergam o looksmaxxing como uma possível porta de entrada para esse ambiente.

O jornalista Matt Shea associa essa ideologia à atuação de influenciadores como Andrew Tate e à exploração comercial desses discursos.

A ligação, porém, é contestada por parte dos próprios adeptos. Nas redes, muitos dizem que o interesse em mudar a aparência não representa identificação com mensagens misóginas.

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Domingos Ketelbey

É repórter, colunista e apresentador. Conecta os bastidores do poder, cultura e cotidiano na cobertura jornalística.

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