Ex-governador diz ter acertado apoio recíproco com candidato do PL caso apenas um dos dois avance contra Daniel Vilela
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O ex-governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), afirmou ter fechado um acordo com Wilder Morais (PL) para o segundo turno da eleição estadual. Se apenas um dos dois avançar, o outro apoiará sua candidatura contra o governador Daniel Vilela (MDB).
Marconi tornou público o entendimento nesta sexta-feira (21), durante entrevista ao programa Microfone Aberto, da Rádio Difusora de Goiânia. “Já tivemos conversas. Eu disse: ‘Olha, se você for para o segundo turno, eu te apoio, porque a gente precisa mudar o governo aqui. Tirar o Daniel’”, afirmou.
Perguntado se Wilder havia assumido o mesmo compromisso, respondeu que sim. Por enquanto, a versão do acordo é de Marconi. Wilder ainda não tornou público se haverá reciprocidade, mas ao que tudo indica a tendência é essa mesma.
A conversa antecipa uma movimentação esperada para depois de 4 de outubro. Marconi e Wilder disputam hoje espaço dentro do campo de oposição, mas já trabalham com a hipótese de somar forças caso Daniel chegue ao segundo turno.
O tucano disse estar convencido de que será ele o adversário do governador. Ao mesmo tempo, comprometeu-se a apoiar Wilder caso o resultado das urnas seja diferente.
O acordo também reduz uma dúvida sobre o comportamento das duas candidaturas depois do primeiro turno. PSDB e PL seguirão separados durante a campanha, mas Marconi afirma que a divisão termina se apenas um dos dois continuar na disputa.
Marconi afirmou ainda que pretende discutir propostas com os demais candidatos e incorporar parte delas a um eventual programa de segundo turno.
O ex-governador voltou a vincular sua posição em Goiás à oposição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao PT. Marconi tem repetido que o PSDB deverá levar em conta esse posicionamento na definição de suas alianças nacionais, especialmente após flertes de alas petistas durante toda a pré-campanha.

Domingos Ketelbey
É repórter, colunista e apresentador. Conecta os bastidores do poder, cultura e cotidiano na cobertura jornalística
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