Mabel na manhã desta quarta-feira (28) fala sobre fuga de Flávio Bolsonaro (Foto: Divulgação)

Mabel na manhã desta quarta-feira (28) fala sobre fuga de Flávio Bolsonaro (Foto: Divulgação)

Mabel na manhã desta quarta-feira (28) fala sobre fuga de Flávio Bolsonaro (Foto: Divulgação)

Mabel na manhã desta quarta-feira (28) fala sobre fuga de Flávio Bolsonaro (Foto: Divulgação)

Mabel diz que, se estivesse no lugar de Flávio, não fugiria para os Estados Unidos: “Gosto de enfrentar a confusão”

Mabel diz que, se estivesse no lugar de Flávio, não fugiria para os Estados Unidos: “Gosto de enfrentar a confusão”

Prefeito afirma que permaneceria no Brasil, mas defende viagem do senador, que desembarcou nesta quarta-feira em território americano

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Política

O prefeito de Goiânia, Sandro Mabel (União Brasil), afirmou nesta quarta-feira (28) que não deixaria o Brasil se estivesse na situação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Questionado pelo jornalista Domingos Ketelbey sobre a saída do aliado para os Estados Unidos, Mabel disse que preferiria enfrentar a situação, embora tenha defendido a legalidade da viagem e acusado o Judiciário de perseguição.

“Eu não sei os motivos dele. Eu, particularmente, não sairia, eu enfrentaria. Mas é que eu gosto de enfrentar a confusão”, declarou.

Flávio desembarcou em território americano nesta quarta-feira. A chegada ocorre depois de o senador deixar o Brasil apesar da decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que proibia sua saída do país e determinava a entrega dos passaportes à Polícia Federal.

Na entrevista concedida pela manhã, Mabel não classificou a saída como fuga. Ao ser perguntado sobre o sumiço do senador, contestou a expressão: “Ele não sumiu, né? Ele viajou, né?”. O prefeito foi então questionado sobre a contradição entre a viagem e a declaração anterior de Flávio de que não deixaria o país.

Na resposta, criticou a determinação de entrega dos documentos após a derrota do senador para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). “Um candidato não pode sair de uma eleição e no dia seguinte tomar o passaporte dele, fazer isso, fazer aquilo. Quer dizer, é uma perseguição contínua que está existindo”, afirmou.

Críticas à Justiça

O prefeito estendeu a crítica aos tribunais superiores. “A Justiça está politizada. Infelizmente, muitas áreas da Justiça, principalmente tribunais superiores, estão politizadas”, disse. Mabel não apresentou elementos que demonstrassem motivação política na decisão contra Flávio.

Também sustentou que o senador teria passado pela Argentina com a carteira de identidade e seguido para os Estados Unidos utilizando passaporte e visto. “Ele não saiu de forma ilegal. Ele saiu para a Argentina, saiu com a carteira de identidade dele, legalmente”, declarou, sem informar a origem do relato sobre o trajeto.

A documentação citada pelo prefeito não esclarece o cumprimento da restrição judicial. Flávio havia sido intimado na segunda-feira (26) a entregar os passaportes comum e diplomático à PF em até 24 horas. O prazo terminou na manhã de terça-feira (27), sem a apresentação dos documentos.

Apesar de defender a viagem, Mabel afirmou desconhecer os motivos do senador e marcou sua diferença em relação à decisão do aliado: teria permanecido no Brasil.

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Domingos Ketelbey

É repórter, colunista e apresentador. Conecta os bastidores do poder, cultura e cotidiano na cobertura jornalística.

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