Carlos Lupi, presidente nacional do PDT

Carlos Lupi, presidente nacional do PDT (Foto: Paulo José)

Carlos Lupi, presidente nacional do PDT

Carlos Lupi, presidente nacional do PDT (Foto: Paulo José)

Carlos Lupi, presidente nacional do PDT

Carlos Lupi, presidente nacional do PDT (Foto: Paulo José)

Carlos Lupi, presidente nacional do PDT

Carlos Lupi, presidente nacional do PDT (Foto: Paulo José)

Lupi diz que PDT quer frente em Goiás para dar palanque a Lula e admite discutir nome ao governo

Lupi diz que PDT quer frente em Goiás para dar palanque a Lula e admite discutir nome ao governo

Presidente nacional do partido empossa Kowalsky Ribeiro, rejeita federação e mira eleger até três estaduais e um federal em 2026

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Política

O presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, afirmou nesta quarta-feira (20), em Goiânia, que a prioridade do partido em Goiás será construir uma frente de oposição ao governo estadual para garantir palanque ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2026. A declaração foi após posse de Kowalsky Ribeiro no comando estadual da legenda, em entrevista exclusiva concedida ao jornalista Domingos Ketelbey, editor do Blog do DK.

Lupi disse que o PDT vai buscar diálogo com partidos da base lulista, como PT, PCdoB, PV, PSB e Cidadania, para montar uma aliança competitiva no Estado. Segundo ele, Lula teve 42% dos votos em Goiás na última eleição presidencial, índice que, na avaliação do dirigente, permite à centro-esquerda disputar com mais força caso esteja unida.

“A nossa intenção é sair daqui com uma base consolidada para dar palanque para o presidente Lula. Já foi falado aqui, o Lula teve 42% dos votos aqui no Estado. Isso não é pouco não. E se a gente se organizar, se unir com capacidade de competição, nós ganhamos a eleição aqui no Estado”, afirmou.

A nova direção

A posse de Kowalsky Ribeiro marca uma tentativa de reorganização do PDT em Goiás após anos de baixa presença eleitoral. Lupi afirmou que o novo comando terá como missão reconstruir o partido nos municípios, montar nominatas para deputado estadual e federal e valorizar quadros com fidelidade partidária.

“Agora já começamos a construir isso. Fizemos uma reunião partidária, onde apresentamos alguns novos filiados, outros que já estão há algum tempo se colocando à disposição para se candidatar a federal e a estadual”, disse.

Segundo Lupi, a nova comissão provisória terá uma lógica menos personalista. “Aqui não tem mais dono. Aqui o dono é o militante do partido, é o filiado ao partido. O papel do Kowalsky aqui vai ser mais de organizar esse processo, montar em cada município a existência para valer de verdade do partido e dar prestígio a quem tem lealdade”, declarou.

Meta eleitoral

O presidente nacional do PDT também fixou uma meta objetiva para 2026: eleger dois ou três deputados estaduais e um deputado federal por Goiás. Para ele, a articulação ainda está dentro do prazo político, apesar da cobrança por uma definição mais rápida da centro-esquerda no Estado.

“Na minha opinião, hoje o processo eleitoral está cada vez mais curto. Na minha época de candidatura, nos anos 80, um ano antes da eleição você já estava fazendo chapa. Hoje são 45 dias. E mais: os últimos 15 dias são decisivos”, afirmou.

Lupi disse que o partido entra agora no momento de consolidação das alianças. “Tenho certeza que hoje nós temos um passo especial para ter essa frente unida aqui e para ter uma nominata que nos eleja dois, três estaduais e um federal, que é o nosso objetivo principal.”

Nome ao governo

Questionado sobre a possibilidade de o PDT lançar um nome ao Governo de Goiás, Lupi não descartou a hipótese, mas afirmou que a definição deverá ser feita em conjunto com os partidos aliados.

“Vamos discutir, vamos ver os nomes nessa discussão. O nome tem que ser aquele que una mais. Nós temos nome, nós temos gente qualificada para isso. Agora, quando a gente impõe nome, nós não somos democratas. A democracia vem de costurar esse nome e ver quem melhor pode apresentar a vaga dessa frente”, declarou.

Nos bastidores, o nome do advogado Carlos Mundim circula como uma das possibilidades do PDT para a disputa majoritária. Lupi, no entanto, evitou antecipar qualquer definição.

Contra federação

Lupi também rebateu a avaliação da deputada federal Flávia Morais de que um dos erros do PDT foi não ter construído uma federação partidária. Para ele, a crítica parte de uma leitura individual da política.

“Eu avalio que é uma avaliação de quem só pensa em si. Quem pensa coletivamente sabe que um partido político com a história que nós temos, 46 anos o PDT tem, só PDT, mais de meio século com a história do trabalhismo, começou lá atrás com Getúlio na década de 30. Então não podemos abrir mão dessa história”, afirmou.

O dirigente foi além: “Federação é para quem tem medo de voto, quem tem medo do povo. Não tenho medo do crivo popular e tenho certeza que o PDT mais uma vez vai ter o apoio do povo para continuar existindo com a bandeira do trabalhismo.”

Lupi disse que o partido pode fazer alianças, mas diferencia esse movimento de uma federação. Segundo ele, qualquer composição precisa ter causa e objetivo claros. “Nós somos o único herdeiro da bandeira do trabalhismo”, afirmou.

Ataque ao bolsonarismo

Na entrevista, Lupi também comentou as denúncias envolvendo o Banco Master e a família Bolsonaro. O presidente do PDT afirmou que o caso atinge o centro do discurso bolsonarista.

“É um tiro no coração da família Bolsonaro. Eles que gostam de ser os representantes da moralidade estão no sentido político com esse processo. Qual a legitimidade que eles vão ter agora para botar o dedo na cara dos outros e falar de corrupção?”, questionou.

Segundo Lupi, o caso mina o que chamou de “falso moralismo” do bolsonarismo. “Primeiro ele disse que não conhecia. Depois conhecia por acaso. Depois foi na casa dele. Olha que ainda vem mais coisa por aí. Eles estão sendo minados na base do discurso deles”, disse.

Aliança nacional de Lula

Lupi afirmou que a principal aliança do presidente Lula em 2026 deve ser com a população, mas citou PDT, PSB e partidos da federação como integrantes naturais do campo governista. Segundo ele, outras siglas ainda estão em conversas e a definição nacional ficará para mais adiante.

“A grande aliança que ele tem que ter é com o povo brasileiro. Em partidos, nós estamos aí, a federação, PDT, PSB, já tem um grupo de partidos grandes. Outros estão conversando ainda. Isso só mais na frente vai ter definição”, afirmou.

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Domingos Ketelbey

É repórter, colunista e apresentador. Conecta os bastidores do poder, cultura e cotidiano na cobertura jornalística

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