Jiraya Uai, expoente do eletrofunk brasileiro (Foto: Divulgação)

Jiraya Uai, expoente do eletrofunk brasileiro (Foto: Divulgação)

Jiraya Uai, expoente do eletrofunk brasileiro (Foto: Divulgação)

Jiraya Uai, expoente do eletrofunk brasileiro (Foto: Divulgação)

Jiraya Uai lança primeiro álbum em Goiânia e aposta no eletronejo

Jiraya Uai lança primeiro álbum em Goiânia e aposta no eletronejo

Cowboy Maluco terá oito faixas inéditas e chega às plataformas nesta quarta-feira

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Cultura

Expoente do eletrofunk brasileiro, Jiraya Uai lança nesta terça-feira (2), em Goiânia, o primeiro álbum de estúdio da carreira. Batizado de Cowboy Maluco, o projeto tem oito faixas inéditas e marca a aposta do artista no eletronejo, mistura de eletrofunk, sertanejo e referências da cultura country.

O álbum será apresentado em evento fechado no Azzure Club, para cerca de 250 convidados, entre fãs, influenciadores, parceiros, imprensa e nomes do mercado musical. Nas plataformas digitais, o trabalho fica disponível a partir de quarta-feira (3).

Com milhões de reproduções nas plataformas digitais, Jiraya tenta transformar em álbum uma sonoridade que já vinha testando em baladas, rodeios e eventos. A virada ganhou força depois de Atrai o Que Fala, faixa que ajudou a popularizar a fusão entre eletrofunk e sertanejo no repertório do cantor.

“Quando lançamos Atrai o Que Fala, a ideia já era testar essa mistura do eletrofunk com o sertanejo. Começamos a tocar nas baladas, nos rodeios e nos eventos, e a resposta foi muito positiva. Hoje o nosso repertório tem cada vez mais eletronejo porque é isso que os fãs pedem”, afirma.

O lançamento também marca uma mudança de escala na carreira do artista. Depois de ganhar tração com músicas avulsas no ambiente digital, Jiraya passa a organizar repertório, estética e discurso em um produto fechado. É o movimento de quem tenta sair apenas da lógica do hit e construir uma fase artística mais definida.

Segundo ele, o álbum atende a uma cobrança antiga dos fãs. “Eu sempre sonhei em ter um álbum. Os fãs também cobravam muito esse momento. São oito músicas de eletrofunk e eletronejo e eu acredito que muita gente que ainda não me conhece vai passar a conhecer através desse trabalho. E quem já acompanha a minha trajetória está feliz porque viveu essa construção junto comigo”, diz.

A escolha do nome também segue a persona pública construída pelo cantor. A expressão Cowboy Maluco nasceu de uma das músicas do repertório e da imagem irreverente associada a Jiraya Uai pelo público.

“As pessoas já me conhecem como doido, maluco. Existe uma música chamada Cowboy Maluco que o público gostou muito e eu me identifiquei com essa ideia. Eu pensei: por que não transformar isso na cara do álbum?”, explica.

Entre as apostas do projeto está Paredão, parceria com CountryBeat. O artista trata a faixa como uma das principais músicas do álbum. “Tem uma música que a gente gosta bastante, que é Paredão. Ficou boa demais. Eu acredito muito nela”, afirma.

O evento em Goiânia foi pensado em formato mais restrito justamente para aproximar o artista do público que acompanhou a construção do projeto. Jiraya diz que parte das ideias do novo trabalho nasceu dessa relação direta com os fãs.

“A gente está esperando cerca de 250 pessoas porque quero dar atenção para todo mundo, ouvir os fãs, conversar. Muitas das ideias que tivemos vieram justamente deles. Então faz sentido viver esse momento junto com quem acompanha o nosso trabalho”, destaca.

Ao longo da carreira, Jiraya Uai também passou a atrair um público formado por famílias e crianças, algo que ele aponta como uma das marcas mais simbólicas da profissão.

“Uma das coisas que mais me emociona é ver crianças e famílias acompanhando o meu trabalho. Eu lembro quando era pequeno e minha família me levava para ver artistas nos shows e rodeios. Hoje viver isso do outro lado é algo que me deixa muito feliz”, afirma.

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Domingos Ketelbey

É repórter, colunista e apresentador. Conecta os bastidores do poder, cultura e cotidiano na cobertura jornalística

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