Programa estadual concluiu 2.314 unidades no primeiro semestre de 2026; famílias selecionadas não pagam entrada nem prestações
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Política
Goiás ultrapassou a marca de 7 mil casas entregues gratuitamente a famílias em situação de vulnerabilidade social. Desde a criação do Pra Ter Onde Morar – Construção, foram concluídas 7.166 unidades, sendo 2.314 apenas no primeiro semestre de 2026.
A meta do governo estadual é chegar a 10 mil moradias entregues até o fim do ano. Segundo a gestão, Goiás possui o maior programa habitacional gratuito do país. As casas são financiadas integralmente pelo Estado, sem cobrança de entrada ou parcelas dos beneficiários.
Criado durante o governo de Ronaldo Caiado, o programa passou a ser ampliado pela gestão de Daniel Vilela. A execução é de responsabilidade da Agência Goiana de Habitação (Agehab), em parceria com as prefeituras, que cedem os terrenos para os empreendimentos.
“O único estado do Brasil que entrega casas sem cobrar um centavo das famílias é Goiás. Estamos investindo onde as pessoas mais precisam, levando dignidade também aos distritos e aos pequenos municípios”, afirmou Daniel.
A Agehab estima superar a marca de 8 mil unidades concluídas nas próximas semanas. Há obras em andamento em diferentes regiões do estado.
A entrega mais recente ocorreu em São Luís de Montes Belos, onde 28 famílias receberam as chaves de imóveis no Residencial Brisa da Mata I. O empreendimento recebeu R$ 4,9 milhões do Fundo de Proteção Social do Estado de Goiás, o Protege.
“O programa garante moradias de qualidade e só é possível graças à parceria entre o Governo de Goiás e as prefeituras que cedem as áreas para a construção das casas”, afirmou o presidente da Agehab, Juliano Mendes.
Entregas em 19 municípios
Somente em junho, o governo entregou 746 moradias em 19 municípios, entre eles Faina, São Domingos, Porangatu, Serranópolis, Três Ranchos, Ouvidor e Urutaí. O investimento informado para esse conjunto de obras foi de R$ 123,7 milhões.
Em São Luís de Montes Belos, a manicure Rita de Cássia Moraes, de 36 anos, afirmou que pretende usar o valor antes destinado ao aluguel para investir no próprio negócio.
“Agora vou conseguir abrir um pequeno salão de beleza para atender minhas clientes”, disse.
A dona de casa Lorena Souza de Oliveira recebeu uma das residências ao lado dos três filhos. Segundo ela, o fim da despesa com aluguel permitirá reorganizar o orçamento familiar e investir em melhorias na casa.
Critérios de seleção
A seleção ocorre por meio de editais específicos para cada município. Entre os critérios estão renda familiar de até um salário mínimo ou um salário mínimo e meio, a depender do edital, inscrição atualizada no Cadastro Único, ausência de imóvel próprio e não ter sido contemplado anteriormente por programas habitacionais estaduais.
Os interessados também precisam comprovar residência no município pelo período definido em cada processo de seleção.

Domingos Ketelbey
É repórter, colunista e apresentador. Conecta os bastidores do poder, cultura e cotidiano na cobertura jornalística
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