Goiás registrou 47 feminicídios entre janeiro e junho de 2026, contra 22 no mesmo período do ano passado. (Foto: Divulgação)

Goiás registrou 47 feminicídios entre janeiro e junho de 2026, contra 22 no mesmo período do ano passado. (Foto: Divulgação)

Goiás registrou 47 feminicídios entre janeiro e junho de 2026, contra 22 no mesmo período do ano passado. (Foto: Divulgação)

Goiás registrou 47 feminicídios entre janeiro e junho de 2026, contra 22 no mesmo período do ano passado. (Foto: Divulgação)

Goiás registra alta de 113% nos feminicídios no primeiro semestre de 2026

Goiás registra alta de 113% nos feminicídios no primeiro semestre de 2026

Estado passou de 22 para 47 casos em um ano e teve o maior crescimento proporcional do país no período

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Segurança Pública

Goiás registrou 47 feminicídios entre janeiro e junho de 2026, mais que o dobro dos 22 casos contabilizados no mesmo período de 2025.

A alta de 113,6% foi a maior proporcionalmente registrada entre os estados brasileiros no período, segundo dados do Monitoramento Nacional da Violência contra a Mulher, do Ministério da Justiça e Segurança Pública.

No Brasil, o movimento foi diferente. O país passou de 760 feminicídios no primeiro semestre de 2025 para 741 no mesmo período deste ano, queda de 2,5%.

Data chama atenção para violência

Os números voltaram ao debate nesta sexta-feira (6), Dia Estadual de Combate ao Feminicídio em Goiás.

A data foi instituída pela Lei Estadual nº 20.283, de 19 de setembro de 2018, a partir de projeto apresentado pela então deputada estadual Adriana Accorsi (PT).

O dia 6 de novembro foi escolhido em memória de Raphaella Noviski Romano, de 16 anos, assassinada a tiros dentro de uma escola estadual em Alexânia, em 2017.

A legislação estabelece a realização de campanhas, debates, seminários e outras ações de conscientização contra a violência de gênero.

Accorsi critica avanço dos casos

Autora da proposta, a deputada federal Adriana Accorsi afirmou nesta sexta-feira que o crescimento dos registros no Estado exige reforço das políticas de prevenção e proteção. “Os dados são assustadores. E nós não podemos aceitar isso”, declarou.

A parlamentar também criticou a estrutura destinada ao enfrentamento da violência contra a mulher e afirmou que delegacias especializadas precisam de mais pessoal, viaturas e funcionamento ampliado.

As críticas representam a avaliação política da deputada sobre as causas do aumento e não constam como conclusão do levantamento do Ministério da Justiça.

Centro-Oeste também teve alta

O monitoramento federal mostra que o Centro-Oeste registrou crescimento de 19% nos feminicídios no primeiro semestre de 2026.

No cenário nacional, Norte e Nordeste tiveram redução, enquanto Centro-Oeste, Sul e Sudeste registraram aumento.

Além de Goiás, Santa Catarina, Paraná, Sergipe, Amazonas e São Paulo tiveram crescimento dos casos na comparação com o primeiro semestre de 2025.

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Karla Alves

É jornalista e assessora de comunicação. Há mais de 15 anos, atua na imprensa goiana e aproxima informação, pessoas e organizações.

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