Romeu Zema em entrevista ao jornalista Domingos Ketelbey (Foto: Paulo José)

Romeu Zema em entrevista ao jornalista Domingos Ketelbey (Foto: Paulo José)

Romeu Zema em entrevista ao jornalista Domingos Ketelbey (Foto: Paulo José)

Romeu Zema em entrevista ao jornalista Domingos Ketelbey (Foto: Paulo José)

Em Goiânia, Zema diz que candidatura é irreversível e defende mais nomes da direita na disputa

Em Goiânia, Zema diz que candidatura é irreversível e defende mais nomes da direita na disputa

Ex-governador afirma que multiplicidade de pré-candidaturas fortalece campo conservador e projeta união no segundo turno

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Política

O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), afirmou durante agenda em Goiânia, nesta quinta-feira (23), que sua pré-candidatura à presidência da República é “irreversível” e avalia positivamente o campo conservador ter muitos nomes na disputa. “Quanto mais candidatos à direita tiver, mais forte ela fica”, disse em entrevista exclusiva ao Blog do DK.

A declaração foi dada durante encontro com empresários na Fecomércio-GO, dentro de uma série de agendas que o ex-governador cumpre no estado. Ao comentar o cenário eleitoral, Zema rejeitou a leitura de fragmentação e classificou o movimento como estratégico. “Não é diluição, isso é composição", afirmou ao jornalista Domingos Ketelbey.

Atualmente, além de Zema, caminham no mesmo campo o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD) e o senador pelo Rio de Janeiro, Flávio Bolsonaro (PL), que fazem pré-campanha ao Planalto.

De acordo com ele, a tendência é de manutenção das candidaturas no primeiro turno, com alinhamento posterior. “A direita está unida e estará junta contra o PT no segundo turno.” Zema também indicou que não considera recuar do projeto nacional. “De forma irreversível”, afirmou, ao tratar da própria candidatura.

Sem citar disputa direta, evitou tensionar a relação com o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), que também se movimenta no cenário nacional. “Sempre me dei muito bem com os candidatos da direita”, disse.

A agenda em Goiás integra um roteiro mais amplo de viagens pelo país, com foco em encontros com o setor produtivo. O ex-governador afirmou que pretende ampliar esse contato ao longo dos próximos meses. “É percorrer o Brasil, mostrando aquilo que nós fizemos em Minas Gerais.”

LEIA A ENTREVISTA NA ÍNTEGRA COM O EX-GOVERNADOR DE MINAS GERAIS, ROMEU ZEMA (NOVO)

Domingos Ketelbey: Ex-governador, o senhor tem agenda em quatro cidades de Goiás. Qual o objetivo dessas viagens, inclusive pensando na pré-campanha?
Romeu Zema: Já estive em Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo, Minas, e agora estou tendo a oportunidade aqui de percorrer diversas cidades de Goiás, encontrando com o setor produtivo, que é o setor que sustenta o Brasil, que cria empregos, que paga impostos, que produz alimentos. Esse setor tem sido esquecido e criminalizado pelo nosso governo petista, infelizmente. Estou mostrando que o que nós queremos fazer pelo Brasil demanda gente competente, demanda coragem e que, durante os meus sete anos como governador de Minas, nós mostramos que é perfeitamente possível fazer isso que o Brasil tanto precisa hoje.

Domingos Ketelbey: Qual o balanço das reuniões com o setor produtivo goiano?
Romeu Zema: Muito produtivas. Tenho sido bastante questionado a respeito das minhas propostas, que são um choque ético, um choque moral para acabar com essa pouca vergonha que estamos assistindo em Brasília, um choque financeiro para acabar com essa gastança desenfreada, que tem feito com que as famílias se endividem cada vez mais por causa dos juros elevados, e também um choque na segurança pública, para prender bandido que hoje fica solto roubando celular e matando pessoas. O Brasil tem jeito, e eu estou confiante nisso.

Domingos Ketelbey: Hoje há várias pré-candidaturas à direita. O senhor vê isso como divisão?
Romeu Zema: Não é diluição, isso é composição. Quantos mais candidatos à direita tiver, mais forte ela fica. Eu discuti isso em agosto do ano passado com o Bolsonaro, e ele mesmo me disse que, quanto mais candidatos à direita tiver, melhor. Inclusive dificulta para a esquerda direcionar seus ataques a um só candidato. Então isso é muito bom para a direita. A direita está unida e estará junta contra o PT no segundo turno.

Domingos Ketelbey: O senhor tem conversado com o governador Ronaldo Caiado?
Romeu Zema: Sempre me dei muito bem com os candidatos da direita e, como eu disse, estaremos todos juntos no segundo turno.

Domingos Ketelbey: Sua candidatura é irreversível?
Romeu Zema: De forma irreversível. Foi o que aconteceu no Chile. Estaremos juntos no segundo turno. No primeiro turno estamos caminhando lado a lado e temos um inimigo comum, que é o PT.

Domingos Ketelbey: Quais as próximas estratégias da pré-campanha?
Romeu Zema: É percorrer o Brasil, mostrar aquilo que nós temos de diferente. Fui muito bem recebido aqui em Anápolis, em Goiânia, e ainda tenho outras cidades. À medida que o brasileiro vê aquilo que nós fizemos em Minas Gerais, como funcionou, ele chega à conclusão de que é isso que o Brasil precisa. Em Minas, nós combatemos uma realidade de político vivendo com privilégio, enquanto o povo vivia com dificuldade. Fiz um governo sem corrupção, sem escândalo, sem levar parente para trabalhar. É esse exemplo que o Brasil precisa.

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Domingos Ketelbey

É repórter, colunista e apresentador. Conecta os bastidores do poder, cultura e cotidiano na cobertura jornalística

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Henry Almeida