Prefeitura de Aparecida de Goiânia - Pra Frente Aparecida
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Alexandre Tocantins em entrevista ao Domingos Conversa (Foto: Divulgação)

Alexandre Tocantins em entrevista ao Domingos Conversa (Foto: Divulgação)

Alexandre Tocantins em entrevista ao Domingos Conversa (Foto: Divulgação)

Alexandre Tocantins em entrevista ao Domingos Conversa (Foto: Divulgação)

DOMINGOS CONVERSA #56: DE OLHO EM BRASÍLIA, APOIO DO PSDB A FLÁVIO BOLSONARO E A DISPUTA ELEITORAL, COM ALEXANDRE TOCANTINS

DOMINGOS CONVERSA #56: DE OLHO EM BRASÍLIA, APOIO DO PSDB A FLÁVIO BOLSONARO E A DISPUTA ELEITORAL, COM ALEXANDRE TOCANTINS

Alexandre Tocantins defende mandato para ministros do STF e aponta Otávio Lage como opção para vice de Marconi

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Domingos Conversa

Podcast

O procurador do Estado e ex-procurador-geral de Goiás Alexandre Tocantins defendeu que o PSDB apoie a candidatura do senador Flávio Bolsonaro à Presidência da República. Pré-candidato a deputado federal, ele afirmou que pretende fazer oposição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva caso seja eleito e apresentou críticas ao Supremo Tribunal Federal e ao atual funcionamento do Congresso Nacional. Ele também apontou Otávio Lage como opção de vice para o tucano.

As declarações foram dadas no episódio 56 do Domingos Conversa. Filiado ao PSDB, Tocantins disse que a proximidade com o ex-governador Marconi Perillo e a avaliação de que o partido permite a convivência de diferentes correntes políticas pesaram em sua escolha partidária.

“No meu entendimento, pelas minhas convicções, o PSDB deveria caminhar com o senador Flávio Bolsonaro”, afirmou. Segundo ele, o senador reúne as condições para representar uma mudança política no país.

Tocantins também disse que permaneceria no PSDB mesmo em uma eventual aliança da legenda com o PT, mas não apoiaria uma candidatura petista.

“Eu permaneceria na chapa, mas provavelmente não apoiaria essa candidatura. Respeitaria a institucionalidade do partido”, declarou.

Oposição a Lula

Questionado sobre como atuaria em um eventual segundo mandato do presidente Lula, Tocantins respondeu de forma direta: “Oposição”.

O pré-candidato afirmou, no entanto, que não acredita na reeleição do presidente. Para ele, o movimento de fortalecimento da direita em países da América do Sul também deve chegar ao Brasil.

“Eu acho que a direita vai ganhar a eleição no Brasil”, disse.

No bate-bola final, Tocantins classificou Lula como “atraso total para o país” e chamou o ex-presidente Jair Bolsonaro de “o homem que acordou o Brasil”. Sobre Flávio, afirmou: “Futuro presidente”.

PEC para mudar o STF

Alexandre Tocantins afirmou que a primeira proposta de um eventual mandato seria uma Proposta de Emenda à Constituição para modificar regras do Supremo Tribunal Federal.

Entre as mudanças defendidas estão a criação de mandatos para ministros e a limitação de decisões individuais em temas de maior relevância.

“Eu acho que hoje é uma das primeiras coisas: estabelecer mandatos para ministro do Supremo Tribunal Federal e acabar com essa possibilidade de decisões monocráticas”, afirmou.

Ele também defendeu que o Senado coloque em votação pedidos de impeachment contra integrantes da Corte quando houver indícios de condutas incompatíveis com o cargo.

“Já tivemos impeachment de dois presidentes da República e cassação de mandatos de parlamentares. Por que não poderíamos ter o de um ministro do Supremo Tribunal Federal se ele está agindo fora dos limites da Constituição?”, questionou.

Tocantins ainda classificou o inquérito das fake news como “um absurdo” e “uma violação da Constituição”.

Críticas ao Congresso e às emendas

O ex-procurador-geral afirmou que o Congresso vive uma de suas piores fases e acusou as presidências da Câmara e do Senado de manterem uma relação de subserviência com o Judiciário.

Segundo ele, parlamentares abriram mão da função de fiscalizar o Executivo em troca de emendas.

“O Congresso Nacional renunciou, abriu mão da sua prerrogativa de parlamentar em nome de emendas”, disse.

Apesar das críticas, Tocantins reconheceu que os recursos são importantes para os municípios. Ele afirmou que pretende utilizá-los caso seja eleito, mas rejeita que a distribuição de verbas seja apresentada como a principal função de um deputado.

“Eu acho que isso não pode ser a principal bandeira dos parlamentares”, afirmou.

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Fundo eleitoral

Tocantins disse considerar ideal a extinção do fundo eleitoral, mas confirmou que utilizará os recursos destinados à sua candidatura.

“Aquilo que for do fundo que me for de direito, dentro da legislação hoje, eu vou usufruir. São as regras do jogo”, declarou.

Para o pré-candidato, a legislação eleitoral avançou ao estabelecer teto de gastos e mecanismos de fiscalização. Ele também se disse favorável a doações de pessoas físicas, desde que não prejudiquem o sustento do contribuinte.

Vice de Marconi

Ao tratar da chapa do PSDB em Goiás, Tocantins defendeu um perfil ligado à iniciativa privada para ocupar a vice do ex-governador Marconi Perillo.

Ele citou o empresário e ex-prefeito de Goianésia Otávio Lage como uma alternativa.

“Eu acho que um vice muito bom para o governador seria o Otávio Lage, de Goianésia. Eu acho que seria um grande vice”, afirmou.

Segundo Tocantins, Lage reúne experiência administrativa, respeito no setor empresarial e capacidade de gestão.

O pré-candidato disse ainda que fará uma campanha alinhada ao legado dos governos tucanos, mas pretende construir uma identidade própria para a disputa à Câmara dos Deputados.

“Certamente não vou me furtar a fazer comparações de gestão. Mas também vou colocar com prioridade aquilo que entendo para trabalhar no Congresso Nacional”, disse.

Ataques aos adversários

No jogo rápido, Alexandre Tocantins fez críticas aos principais adversários de Marconi Perillo na disputa pelo Governo de Goiás.

Sobre o governador Daniel Vilela, afirmou que ele “não está pronto para governar o Estado”. O senador Wilder Morais, segundo Tocantins, “não tem aptidão ainda para o Poder Executivo”.

Ao definir o ex-governador Ronaldo Caiado, disse: “Político de um só tema”.

Já o ex-deputado estadual Luis César Bueno, candidato do PT ao governo, foi classificado como um nome que “cumpriu tabela”.

Questionado sobre quem vencerá as eleições, Tocantins respondeu que Marconi será o próximo governador de Goiás e Flávio Bolsonaro, o próximo presidente da República.

Trajetória e candidatura

Alexandre Tocantins passou mais de três décadas na advocacia pública. Foi procurador-geral do Estado durante os governos de Marconi Perillo e também presidiu a GoiásFomento.

Ele afirmou que decidiu entrar na política para defender bandeiras como liberdade de expressão, liberdade religiosa, família, empreendedorismo e valorização do serviço público.

“Eu sempre digo que nós somos procuradores do Estado e não do governo”, afirmou ao explicar sua atuação na advocacia pública.

Agora, Tocantins tenta transformar a experiência acumulada nos bastidores do Estado em votos para chegar à Câmara dos Deputados.

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Domingos Ketelbey

É repórter, colunista e apresentador. Conecta os bastidores do poder, cultura e cotidiano na cobertura jornalística

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