Foto: Brena Magalhães

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DOMINGOS CONVERSA #35: OS BASTIDORES DO GOIÂNIA NOISE, DA CENA INDEPENDENTE E DA PRODUÇÃO CULTURAL EM GOIÁS COM LÉO RAZUK

DOMINGOS CONVERSA #35: OS BASTIDORES DO GOIÂNIA NOISE, DA CENA INDEPENDENTE E DA PRODUÇÃO CULTURAL EM GOIÁS COM LÉO RAZUK

Razuk, um dos nomes da Monstro Discos, fala sobre três décadas de festival, renovação da música alternativa e a edição que começa nesta quinta-feira

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Domingos Conversa

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O jornalista e produtor cultural Léo Razuk, um dos nomes por trás da Monstro Discos, abriu os bastidores do Goiânia Noise em entrevista ao Domingos Conversa exibido nesta quinta-feira (7). Razuk relembra as primeiras edições do festival, comenta as transformações do mercado musical e discute os desafios de manter vivo, após mais de três décadas, um dos eventos mais tradicionais do circuito alternativo brasileiro. O programa vai ao ar no mesmo dia em que a edição 2026 do festival dá o pontapé inicial.

Três décadas de festival e identidade cultural

Razuk relembra histórias das primeiras edições do Goiânia Noise e o caminho que consolidou o festival como referência da música alternativa no país. Para ele, a permanência do evento explica boa parte da identidade cultural da capital e ajudou a colocar Goiânia no mapa nacional do circuito independente.

A leitura é de que o festival deixou de ser apenas um encontro de bandas e virou marca da cidade, com peso simbólico que extrapola a programação de cada edição.

Monstro Discos e os desafios da produção independente

Como um dos responsáveis pela Monstro Discos, Razuk descreve os desafios de tocar uma produção cultural independente em um mercado em transformação. O recorte vai do esforço para sustentar selos e festivais até a relação com artistas e públicos cada vez mais segmentados.

A conversa passa pela mudança no modelo de consumo de música, pelo papel das plataformas de streaming e pela tensão entre lógica de mercado e construção de cena.


Renovação da cena e mercado em mudança

O episódio também olha para a frente. Razuk fala sobre como novas gerações de artistas têm chegado à cena local, sobre os caminhos que esses músicos disputam dentro e fora de Goiânia e sobre o que mudou na forma de produzir e consumir música alternativa nas últimas décadas.

A renovação aparece como condição de sobrevivência. Sem novos nomes e novos espaços, a cena que sustentou o Goiânia Noise não se mantém de pé.

Políticas públicas e o lugar da cultura

Outro eixo da conversa é a relação do festival com as políticas públicas de cultura. Razuk avalia o que o poder público tem feito, o que falta e como editais, leis de incentivo e apoio institucional pesam na viabilidade de festivais e selos independentes em Goiás.

A leitura é direta: produção cultural sem política pública estável vira projeto de resistência, não de continuidade.

A edição 2026 do Goiânia Noise

O ponto alto da conversa é a edição que começa nesta quinta-feira (7). Razuk antecipa bastidores da preparação, comenta o desenho da programação e situa o festival no momento atual da cena. O episódio funciona como antessala para quem vai acompanhar o evento e para quem quer entender a história que sustenta cada edição.

O episódio completo do Domingos Conversa com Léo Razuk está disponível no YouTube e nos principais tocadores de podcast.

CRÉDITOS

Apresentação e roteiro: Domingos Ketelbey

Direção, edição, mixagem e design gráfico: Lucas Coqueiro

Styling: Tainara Maia

Foto: Brena Magalhães

Suporte técnico: Fabrizzio Ferreira

Trilha sonora original: Steven F Allen

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Domingos Ketelbey

É repórter, colunista e apresentador. Conecta os bastidores do poder, cultura e cotidiano na cobertura jornalística

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