
Razuk, um dos nomes da Monstro Discos, fala sobre três décadas de festival, renovação da música alternativa e a edição que começa nesta quinta-feira
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O jornalista e produtor cultural Léo Razuk, um dos nomes por trás da Monstro Discos, abriu os bastidores do Goiânia Noise em entrevista ao Domingos Conversa exibido nesta quinta-feira (7). Razuk relembra as primeiras edições do festival, comenta as transformações do mercado musical e discute os desafios de manter vivo, após mais de três décadas, um dos eventos mais tradicionais do circuito alternativo brasileiro. O programa vai ao ar no mesmo dia em que a edição 2026 do festival dá o pontapé inicial.
Três décadas de festival e identidade cultural
Razuk relembra histórias das primeiras edições do Goiânia Noise e o caminho que consolidou o festival como referência da música alternativa no país. Para ele, a permanência do evento explica boa parte da identidade cultural da capital e ajudou a colocar Goiânia no mapa nacional do circuito independente.
A leitura é de que o festival deixou de ser apenas um encontro de bandas e virou marca da cidade, com peso simbólico que extrapola a programação de cada edição.
Monstro Discos e os desafios da produção independente
Como um dos responsáveis pela Monstro Discos, Razuk descreve os desafios de tocar uma produção cultural independente em um mercado em transformação. O recorte vai do esforço para sustentar selos e festivais até a relação com artistas e públicos cada vez mais segmentados.
A conversa passa pela mudança no modelo de consumo de música, pelo papel das plataformas de streaming e pela tensão entre lógica de mercado e construção de cena.
Renovação da cena e mercado em mudança
O episódio também olha para a frente. Razuk fala sobre como novas gerações de artistas têm chegado à cena local, sobre os caminhos que esses músicos disputam dentro e fora de Goiânia e sobre o que mudou na forma de produzir e consumir música alternativa nas últimas décadas.
A renovação aparece como condição de sobrevivência. Sem novos nomes e novos espaços, a cena que sustentou o Goiânia Noise não se mantém de pé.
Políticas públicas e o lugar da cultura
Outro eixo da conversa é a relação do festival com as políticas públicas de cultura. Razuk avalia o que o poder público tem feito, o que falta e como editais, leis de incentivo e apoio institucional pesam na viabilidade de festivais e selos independentes em Goiás.
A leitura é direta: produção cultural sem política pública estável vira projeto de resistência, não de continuidade.
A edição 2026 do Goiânia Noise
O ponto alto da conversa é a edição que começa nesta quinta-feira (7). Razuk antecipa bastidores da preparação, comenta o desenho da programação e situa o festival no momento atual da cena. O episódio funciona como antessala para quem vai acompanhar o evento e para quem quer entender a história que sustenta cada edição.
O episódio completo do Domingos Conversa com Léo Razuk está disponível no YouTube e nos principais tocadores de podcast.
CRÉDITOS
Apresentação e roteiro: Domingos Ketelbey
Direção, edição, mixagem e design gráfico: Lucas Coqueiro
Styling: Tainara Maia
Foto: Brena Magalhães
Suporte técnico: Fabrizzio Ferreira
Trilha sonora original: Steven F Allen

Domingos Ketelbey
É repórter, colunista e apresentador. Conecta os bastidores do poder, cultura e cotidiano na cobertura jornalística
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