
Ex-prefeito diz que foi chamado para reorganizar partido, mira vaga de vice e nega ruptura com base
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O ex-prefeito de Aparecida de Goiânia, Gustavo Mendanha, afirmou que sua saída do PSD e ida para a Federação PRD-Solidariedade ocorreu de forma repentina, em meio a um cenário de instabilidade interna, especialmente após o presidente da Assembleia Legislativa do Estado de Goiás, Bruno Peixoto, deixar a legenda e para além de reposicionar seu papel na disputa política de 2026 o coloca em condições de disputar a vice do governador Daniel Vilela (MDB). As declarações foram dadas em entrevista ao Domingos Conversa exibido nesta segunda-feira (13).
Mendanha detalhou que a decisão de deixar o PSD no último minuto da janela partidária não fazia parte de um planejamento prévio. “Foi algo assim, bem repentino mesmo”, disse, ao relatar que a movimentação começou após a saída de lideranças da federação, o que abriu um vácuo na condução do grupo.
De acordo com ele, o primeiro movimento foi de aproximação para colaborar na reorganização da estrutura partidária, que enfrentava instabilidade naquele momento. A possibilidade de assumir o comando surgiu ao longo das conversas. “Meu foco é ser candidato a vice-governador”, afirmou, ao explicar que condicionou sua entrada ao projeto político dentro da base.
Mudança de partido
Ao deixar o PSD, Mendanha sai de um ambiente com múltiplos nomes cotados para a vice e passa a ocupar posição central na federação, com maior capacidade de articulação. Ele próprio reconhece o ganho de espaço. “Eu passo a ter uma vitrine maior”, afirmou.
A expectativa é transformar a estrutura partidária em ativo eleitoral, com meta de eleger de cinco a seis deputados estaduais e ao menos dois federais.
Disputa pela vice
Com o novo movimento, Mendanha reforça sua presença na disputa interna pela vaga de vice na chapa do governador Daniel Vilela.
Ele demonstra confiança na escolha. “Eu acredito que eu vou ser escolhido vice”, afirmou.
O ex-prefeito sustenta que sua experiência administrativa e o desempenho eleitoral em 2022 o mantêm competitivo dentro da base.
Base governista
Apesar da mudança, Mendanha nega qualquer risco de ruptura com o grupo político liderado pelo governador Ronaldo Caiado.
“Nossa federação estará com o Daniel Vilela”, disse, ao afastar especulações sobre alianças alternativas.
Ele relatou que conversou com Caiado e Daniel logo após a decisão para reduzir ruídos e alinhar a permanência na base.
Leitura de cenário
Mendanha também avaliou o ambiente político e indicou que a eleição de 2026 será marcada por composição dentro da base governista.
Ao comentar a disputa ao Senado, afirmou que o excesso de candidaturas pode favorecer adversários e justificou a decisão de não entrar na corrida.
“Minha candidatura poderia atrapalhar”, disse.
Autocrítica
O ex-prefeito ainda fez uma leitura sobre o desempenho em 2022 e apontou um erro estratégico.
“Eu acho que a estratégia de 22, não de ter sido candidato, mas de não ter focado na região metropolitana”, afirmou.

Domingos Ketelbey
É repórter, colunista e apresentador. Conecta os bastidores do poder, cultura e cotidiano na cobertura jornalística
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