Capa do podcast Domingos Conversa com Ana Paula Rezende com foto de Iris Rezende

Iris Rezende, 92 anos (Foto: Prefeitura de Goiânia - Imagem tratada com Inteligência Artificial)

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Iris Rezende, 92 anos (Foto: Prefeitura de Goiânia - Imagem tratada com Inteligência Artificial)

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Iris Rezende, 92 anos (Foto: Prefeitura de Goiânia - Imagem tratada com Inteligência Artificial)

DOMINGOS CONVERSA #14: PODER, POLÍTICA E LEGADO: OS 92 ANOS DE IRIS, COM ANA PAULA REZENDE

DOMINGOS CONVERSA #14: PODER, POLÍTICA E LEGADO: OS 92 ANOS DE IRIS, COM ANA PAULA REZENDE

Em entrevista ao Domingos Conversa, advogada fala sobre memória política, falta de apoio ao memorial do pai, MDB e o xadrez eleitoral de 2026

21 de dezembro de 2025 às 22:02

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Domingos Conversa

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No dia em que o ex-prefeito e ex-governador de Goiás Iris Rezende completaria 92 anos, a advogada Ana Paula Rezende reforçou que constrói uma pré-candidatura ao Senado Federal e afirmou que o legado político do pai segue influenciando diretamente o debate público em Goiás. A declaração foi feita durante entrevista ao podcast Domingos Conversa, exibido nesta segunda-feira (22).

Ao longo da conversa, Ana Paula defendeu que a memória política não deve ser tratada como elemento nostálgico, mas como referência concreta para o presente e o futuro. Segundo ela, o apagamento da história fragiliza a democracia e empobrece o debate público. “Um estado sem memória é um estado fraco. É preciso compreender o passado para planejar um futuro melhor”, afirmou.

A advogada relatou que a decisão de ingressar na vida pública amadureceu após as dificuldades encontradas para viabilizar o Memorial Iris Rezende, projeto voltado à preservação da trajetória política do ex-governador. Segundo Ana Paula, a falta de apoio institucional evidenciou os limites de atuação fora do sistema político formal. “Sem mandato, eu percebi que não tinha voz suficiente para defender esse propósito”, disse.

Senado como caminho

Durante a entrevista, Ana Paula confirmou que a pré-candidatura está direcionada exclusivamente ao Senado e descartou qualquer possibilidade de disputar cargos proporcionais em 2026. Para ela, o Senado oferece condições institucionais para defender uma agenda de maior alcance, pautada em valores como equilíbrio, seriedade e espírito público.

Ela também criticou o distanciamento entre a política e a população, atribuindo parte desse cenário à sucessão de escândalos e à lógica de interesses individuais. “A política precisa voltar a ser instrumento de serviço. Hoje, muitas vezes, as pessoas ficaram em último lugar”, avaliou.

Veto a Marconi e apoio à base governista

Questionada sobre o cenário sucessório em Goiás, Ana Paula descartou qualquer possibilidade de aliança com o ex-governador Marconi Perillo, adversário histórico de Iris Rezende. Embora tenha reconhecido o respeito público de Marconi ao legado do pai, afirmou que não se vê integrada a um projeto político ao lado dele. “Foram adversários por décadas, sem afinidades políticas. Não consigo pensar nessa hipótese”, declarou.

Por outro lado, Ana Paula manifestou apoio ao vice-governador Daniel Vilela como candidato ao Palácio das Esmeraldas em 2026 e afirmou que vê o governador Ronaldo Caiado como um nome preparado para disputar a Presidência da República.

“Não quero janela, quero o povo”

Em um dos trechos mais diretos da entrevista, a advogada rejeitou críticas de que estaria “sentada na janela” ao se lançar pré-candidata. Segundo ela, a lógica do poder pelo poder contribui para o afastamento da população. “Eu não quero sentar em janelinha nenhuma. Quero estar de pé, no meio do povo, ouvindo, sentindo e participando”, afirmou.

Ao final do episódio, no tradicional bate-bola, Ana Paula definiu 2026 em uma palavra: “esperança”. Para ela, o próximo ciclo eleitoral será decisivo para definir se a política retomará seu papel transformador ou seguirá aprofundando o distanciamento entre representantes e sociedade. O episódio completo do Domingos Conversa está disponível nas plataformas de podcast e na programação da TV Capital.



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Domingos Ketelbey

É repórter, colunista e apresentador. Conecta os bastidores do poder, cultura e cotidiano na cobertura jornalística

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