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DOMINGOS CONVERSA #13: ECONOMIA, POLÍTICA E PODER POR MARCELO BAIOCCHI, PRESIDENTE DA FECOMÉRCIO-GO

DOMINGOS CONVERSA #13: ECONOMIA, POLÍTICA E PODER POR MARCELO BAIOCCHI, PRESIDENTE DA FECOMÉRCIO-GO

Presidente da Fecomércio-GO fala sobre economia, política e poder

15 de dezembro de 2025 às 21:45

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Domingos Conversa

Podcast

O presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Goiás (Fecomércio-GO), Marcelo Baiocchi, foi o entrevistado do episódio #13 do podcast Domingos Conversa. Em uma conversa direta com o jornalista Domingos Ketelbey, Baiocchi fez um balanço da economia goiana em 2025, criticou entraves que seguem pressionando o setor produtivo e comentou os bastidores políticos que já começam a desenhar o cenário de 2026.

Logo no início da entrevista, Baiocchi avaliou o desempenho econômico do último ano e apontou que, apesar de sinais de retomada no comércio e nos serviços, o ambiente de negócios segue marcado por dificuldades estruturais. Segundo ele, a combinação de juros elevados e insegurança jurídica tem limitado investimentos e travado decisões estratégicas. “A demanda existe, mas os juros altos sufocam o setor produtivo e freiam investimentos”, afirmou. Para o presidente da Fecomércio-GO, o custo do crédito elevado impacta tanto o empresário quanto o consumidor, reduzindo consumo, expansão e geração de empregos.

Outro ponto sensível destacado por Baiocchi foi a insegurança jurídica. Ele avaliou que a instabilidade nas regras, mudanças frequentes na legislação e decisões judiciais imprevisíveis criam um ambiente de incerteza permanente. “Empresário gosta de planejar, e para isso precisa de regras claras. Sem segurança jurídica, o investimento não vem”, disse, ao defender maior previsibilidade como condição básica para o crescimento sustentável da economia goiana.

A reforma tributária também ocupou espaço central na conversa. Baiocchi reconheceu que o sistema atual precisa de mudanças, mas criticou o modelo aprovado. Para ele, a proposta não entrega a prometida simplificação e pode resultar em aumento de carga para setores estratégicos. “A reforma é necessária, mas não veio para simplificar. Do jeito que está, preocupa”, afirmou. Segundo o dirigente, comércio e serviços estão entre os segmentos mais expostos aos efeitos da transição. “Simplificar não pode significar transferir mais custo para quem empreende e gera empregos”, alertou.

Ao longo do episódio, Baiocchi reforçou o papel da Fecomércio-GO como representante institucional do setor produtivo. Ele afirmou que a entidade seguirá atuando de forma firme na defesa dos empresários e trabalhadores do comércio e dos serviços. “Somos a voz do comércio e não vamos nos omitir”, disse. Para ele, o diálogo com o poder público é essencial, mas precisa resultar em políticas que favoreçam quem produz, investe e gera renda.

Na parte final da entrevista, o debate avançou para o campo político. Baiocchi comentou que as articulações para a sucessão estadual já começaram, mesmo que ainda de forma reservada. Segundo ele, o agronegócio deve exercer papel central na formação das alianças para 2026. “O agronegócio hoje é pilar da nossa economia e também tem peso político. Em 2026, isso vai ficar ainda mais claro”, analisou. Ele também observou que o União Brasil, partido do governador Ronaldo Caiado, tende a ocupar posição de protagonismo no processo eleitoral. “O grupo do governo atual largou na frente em estrutura, mas eleição só se decide no ano do pleito”, ponderou.

Questionado sobre a atuação da Fecomércio-GO no processo eleitoral, Baiocchi foi categórico ao reafirmar o caráter suprapartidário da entidade. “Não fazemos política partidária. Recebemos candidatos de todas as legendas, apresentamos nossas pautas e cobramos compromisso com o desenvolvimento econômico, mas não apoiamos nomes oficialmente”, explicou. Para ele, essa postura é fundamental para garantir que as demandas do setor produtivo sejam ouvidas independentemente de quem vença a disputa.

Ao projetar 2026, Baiocchi demonstrou cautela e otimismo moderado. Ele avalia que uma eventual redução dos juros e a continuidade de políticas voltadas ao empreendedorismo podem abrir espaço para um novo ciclo de crescimento. Ainda assim, deixou um recado claro aos futuros governantes. “É preciso responsabilidade fiscal e sensibilidade com quem gera emprego. 2026 será promissor se governo e iniciativa privada caminharem juntos”, concluiu.

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Domingos Ketelbey

É repórter, colunista e apresentador. Conecta os bastidores do poder, cultura e cotidiano na cobertura jornalística

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