Alexandre Magalhães, em estúdio da Rádio CBN Goiânia

Alexandre Magalhães, em estúdio da Rádio CBN Goiânia (Foto: CBN/Reprodução)

Alexandre Magalhães, em estúdio da Rádio CBN Goiânia

Alexandre Magalhães, em estúdio da Rádio CBN Goiânia (Foto: CBN/Reprodução)

Alexandre Magalhães, em estúdio da Rádio CBN Goiânia

Alexandre Magalhães, em estúdio da Rádio CBN Goiânia (Foto: CBN/Reprodução)

Alexandre Magalhães, em estúdio da Rádio CBN Goiânia

Alexandre Magalhães, em estúdio da Rádio CBN Goiânia (Foto: CBN/Reprodução)

DC entra em colapso, tem debandada e direção tenta conter crise às vésperas da janela

DC entra em colapso, tem debandada e direção tenta conter crise às vésperas da janela

Presidente minimiza impacto, projeta até quatro cadeiras e diz que chapa “subiu de patamar” após saídas

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Política

Às vésperas do fim da janela partidária, a tentativa do DC de montar uma chapa competitiva para a Assembleia Legislativa de Goiás entrou em colapso. Reunião realizada na tarde de quinta-feira (2) escancarou o racha interno e provocou a saída de nomes que até então eram tratados como certos na nominata. O ponto de ruptura foi a condução do presidente estadual do partido, Alexandre Magalhães.

Lideranças passaram a acusá-lo de incluir candidatos sem o aval do grupo, contrariando acordos previamente estabelecidos. A entrada de nomes já vetados, como o ex-prefeito de Cidade Ocidental, Fábio Correa, e Almeidinha, ex-vice-prefeito de Goianésia e ex-secretário de Tecnologia de Aparecida, acendeu o alerta de quebra de confiança.

Relatos obtidos sob reserva descrevem um encontro tenso, marcado por troca de acusações. “Do jeito que está, não tem como ficar”, disse um dos integrantes que decidiu recuar. Outro foi direto: “Virou uma bagunça, ninguém sabe quem entra e quem sai”. Uma terceira fonte resumiu o sentimento do grupo: “Esse povo não tem palavra. Não agiram com honestidade e transparência”.

O efeito foi imediato. De acordo com apuração do Blog do DK, o diretor da Fecomércio e ex-deputado estadual, Simeyzon Silveira, e o vereador por Aparecida de Goiânia, Felipe Cortez, já deixaram a articulação. O lider do prefeito Sandro Mabel na Câmara, Wellington Bessa, também seguiu seu próprio rumo. Sem coesão, a estratégia da chapinha, desenhada para garantir média de votos mais equilibrada, perde sustentação.

Com o ambiente deteriorado, pré-candidatos já iniciaram conversas com outras legendas. Mobiliza deve ser a nova morada para os dissidentes. É um grupo de 25, no total. “Vamos levar toda a chapa para um desses partidos. No DC, praticamente ninguém fica”, afirmou uma fonte.

Diante da crise, Alexandre Magalhães reagiu e tentou conter o desgaste. Segundo ele, apesar das baixas, o impacto será mínimo e a nominata teria, na prática, ganho densidade. “Vamos eleger três a quatro deputados”, afirmou. “A chapa aumentou o patamar de votação”.

O dirigente também disse que o partido negocia novas filiações para recompor o grupo. Entre elas, citou diálogo com o presidente da Câmara de Goiânia, Romário Policarpo, atualmente no Avante. Magalhães garantiu ainda as filiações de Vanilson Bueno e Almeidinha, ambos com passagem por secretarias em Aparecida.

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Domingos Ketelbey

É repórter, colunista e apresentador. Conecta os bastidores do poder, cultura e cotidiano na cobertura jornalística

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