CRP-GO afirma que critérios político-partidários não devem orientar processos de recrutamento e diz que caso será analisado pelos setores competentes
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Cidades
O Conselho Regional de Psicologia da 9ª Região, responsável pela fiscalização da profissão em Goiás, repudiou a utilização de posicionamento político como critério para seleção de trabalhadores e informou que irá apurar um caso que ganhou repercussão nas redes sociais.
A manifestação ocorreu após a circulação de informações sobre processo de contratação no qual a posição política dos candidatos teria sido considerada durante a seleção.
O Conselho ressaltou que a atuação de profissionais da Psicologia em processos de recrutamento e seleção deve obedecer às normas éticas da profissão e respeitar direitos individuais.
Caso será apurado
O CRP-GO informou que adotará os procedimentos necessários para verificar as circunstâncias do episódio.
A abertura de apuração não significa, por si só, reconhecimento de infração ética. Eventual responsabilização depende da análise do caso e dos procedimentos previstos pelas normas do Sistema Conselhos de Psicologia.
O órgão tem entre suas atribuições orientar, fiscalizar e disciplinar o exercício profissional dos psicólogos no estado.
Posicionamento político e trabalho
O episódio também reacende o debate sobre o uso de convicções políticas em processos de contratação.
A legislação brasileira protege a liberdade de consciência e de manifestação política, além de estabelecer limites para práticas discriminatórias nas relações de trabalho.
Durante o período eleitoral, órgãos como a Justiça Eleitoral e o Ministério Público do Trabalho também reforçaram orientações contra pressões ou constrangimentos políticos no ambiente profissional.
Psicologia organizacional
Profissionais de Psicologia podem atuar diretamente em recrutamento e seleção, avaliação de pessoal, acompanhamento de desempenho e políticas de recursos humanos.
Nessas atividades, a atuação deve observar critérios técnicos relacionados às competências exigidas para o cargo e às normas éticas da profissão.
O CRP-GO informou que o episódio será analisado para verificar se houve conduta passível de providências no âmbito profissional.

Karla Alves
É jornalista e assessora de comunicação. Há mais de 15 anos, atua na imprensa goiana e aproxima informação, pessoas e organizações.
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