Isaura Lemos em participação no Domingos Conversa

Isaura Lemos em participação no Domingos Conversa (Foto: Divulgação)

Isaura Lemos em participação no Domingos Conversa

Isaura Lemos em participação no Domingos Conversa (Foto: Divulgação)

Isaura Lemos em participação no Domingos Conversa

Isaura Lemos em participação no Domingos Conversa (Foto: Divulgação)

Isaura Lemos em participação no Domingos Conversa

Isaura Lemos em participação no Domingos Conversa (Foto: Divulgação)

Candidata do PSB ao Senado critica aproximação de Veter Martins com Gayer: “Isso é lamentável”

Candidata do PSB ao Senado critica aproximação de Veter Martins com Gayer: “Isso é lamentável”

Isaura Lemos cobra fidelidade ao programa da legenda

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Política

A candidata ao Senado Isaura Lemos (PSB) fez uma cobrança pública aos integrantes de seu partido que mantêm alianças eleitorais fora do campo da esquerda em Goiás. Em entrevista ao Domingos Conversa, ela criticou deputados e candidatos da legenda que caminham com a base do governador Daniel Vilela (MDB) e, em alguns casos, se aproximam de nomes do PL, como o deputado federal Gustavo Gayer.

Isaura classificou esse movimento como “lamentável” e afirmou que filiados que não se identificarem com o programa do PSB podem acabar deixando a legenda. “Esses candidatos que não se identificarem com esse programa, com certeza, mais dia menos dia, não ficarão no partido”, afirmou.

Aproximação com Gayer provoca reação

A declaração foi dada após Isaura ser questionada sobre a aproximação do deputado estadual Veter Martins, do PSB, com Gustavo Gayer.

Durante a entrevista, foi mencionada uma foto dos dois parlamentares e uma parceria relacionada à pauta animal. Isaura afirmou que ainda não havia visto o registro, mas reagiu ao ser informada sobre a composição. “Isso é lamentável”, respondeu.

A candidata ressaltou que o PSB possui estatuto e programa próprios e afirmou que os candidatos da legenda precisam manter identificação com essas diretrizes.

Para Isaura, uma candidatura vinculada ao PSB não pode ignorar a posição política nacional do partido, que integra a aliança de apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

PSB dividido em Goiás

Nacionalmente, o PSB integra o campo político de Lula e tem Geraldo Alckmin como vice-presidente da República. Em Goiás, porém, parte dos seus quadros construiu aproximação com grupos que estão fora da frente de esquerda.

Durante a entrevista, Isaura foi questionada também sobre integrantes do partido que participaram de atividades políticas ligadas à base de Daniel Vilela.

A candidata reconheceu que houve divergências internas durante a montagem da chapa eleitoral, mas sustentou que a posição oficial do PSB deve prevalecer durante a campanha.

“O nosso vice-presidente é o Alckmin. Pensa uma pessoa que está sendo valorizada por ter essa posição tão coerente como vice-presidente. Então, os deputados estaduais também têm que procurar coerência”, afirmou.

“O eleitor está de olho”

Isaura afirmou que a contradição pode produzir consequências eleitorais para os próprios candidatos.

Segundo ela, o eleitorado observa se os políticos mantêm coerência entre a legenda pela qual disputam a eleição e as alianças que constroem durante a campanha. “O eleitor não é mais bobo, o eleitor está de olho. É naqueles que são coerentes e aqueles que não são”, disse.

A candidata foi além ao discutir a possibilidade de integrantes do PSB procurarem simultaneamente o eleitorado de Lula e alianças com candidatos identificados com o bolsonarismo. “Como é que você vota no Gayer e no Lula? Forma uma chapa no Gayer e no Lula. Então, creio que não é uma boa saída para quem quer ser eleito”, afirmou.

Aliança da esquerda enfrentou resistência interna

As divergências no PSB apareceram durante boa parte das negociações para a formação da frente de esquerda em Goiás.

Isaura reconheceu que houve debates intensos entre os partidos até a definição da chapa, mas afirmou que a composição nacional foi determinante para manter as legendas juntas.

Segundo ela, as negociações exigiram distribuição dos espaços na chapa majoritária entre as siglas que decidiram apoiar o mesmo projeto presidencial. “Os partidos não vão se unir se não houver uma distribuição de vagas, de espaços”, afirmou.

Para Isaura, superada a etapa das negociações, a prioridade agora deve ser a campanha de Lula e das candidaturas vinculadas oficialmente à aliança em Goiás.

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Domingos Ketelbey

É repórter, colunista e apresentador. Conecta os bastidores do poder, cultura e cotidiano na cobertura jornalística

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