Prefeitura de Aparecida de Goiânia - Pra Frente Aparecida
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Caiado, ao lado de Daniel Vilela (Foto: Divulgação)

Caiado, ao lado de Daniel Vilela (Foto: Divulgação)

Caiado, ao lado de Daniel Vilela (Foto: Divulgação)

Caiado, ao lado de Daniel Vilela (Foto: Divulgação)

Caiado pede Daniel eleito no 1º turno para liberar palanque presidencial

Caiado pede Daniel eleito no 1º turno para liberar palanque presidencial

Ex-governador usa ato em Itumbiara para amarrar sucessão estadual à própria campanha ao Planalto

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Política

O ex-governador Ronaldo Caiado (PSD) deixou claro, em Itumbiara, no encontro de pré-candidatos da base, realizado na manhã deste sábado (27), que a eleição de Daniel Vilela (MDB) em Goiás não é apenas uma disputa local para a base governista. É também parte da engrenagem nacional que pessedista pretende usar na corrida ao Palácio do Planalto.

No quinto encontro regional do Pra Frente Goiás, neste sábado (27), Caiado defendeu a eleição de Daniel ainda no primeiro turno e explicou o motivo sem rodeio. “A minha batalha será dura e vou precisar muito do Daniel Vilela comigo no segundo turno”, afirmou.

Na prática, Caiado quer transformar a base que vem montando desde 2019 em plataforma para sua campanha presidencial, apostando que estará no segundo turno eleitoral. Daniel, por sua vez, busca herdar o capital administrativo do antecessor sem parecer apenas um continuador automático.

Diante de 47 prefeitos, lideranças da região Sul e um público estimado em mais de 5 mil pessoas, Caiado repetiu o argumento central da base: Goiás teria encontrado um modelo de gestão e não deveria interrompê-lo. O ex-governador disse que Daniel assumiu em março e manteve o ritmo das entregas.

“O governador Daniel Vilela tem experiência e competência para governar o Estado. Ele pisou no acelerador e está mantendo um ritmo impressionante”, afirmou Caiado. Em seguida, puxou o discurso para o municipalismo. “Os prefeitos nem estão sabendo e as máquinas já chegam na cidade e realizam o serviço, e com qualidade.”

O palanque também serviu para fixar os números que a base pretende levar para a campanha. Caiado citou educação, segurança, combate à evasão escolar e o desempenho na redação do Enem entre as redes estaduais. Disse ainda que deixou o governo com 88% de aprovação e atribuiu o resultado à parceria com os municípios.

Daniel adotou o mesmo roteiro. Disse que Goiás passou a ser reconhecido “país afora como o Estado que dá certo” e listou educação, segurança, tecnologia, saúde regionalizada e infraestrutura. Ao defender Caiado para presidente, tentou nacionalizar a experiência goiana.

“O Brasil merece viver esses avanços com Ronaldo Caiado presidente. É a hora de escolher um líder capaz de entregar resultados que melhorem a vida dos brasileiros”, declarou.

O governador também mirou adversários, sem citar nomes. Disse que não permitirá que “aqueles que fazem política olhando para o próprio bolso tentem se apropriar das coisas boas” feitas pela atual base. Foi a senha para a campanha que vem aí: Daniel tentará colar a disputa de 2026 à ideia de continuidade administrativa, enquanto seus opositores buscarão furar o discurso de gestão e explorar fadiga de poder.

A presença dos pré-candidatos ao Senado reforçou o tamanho e a complexidade da base. Gracinha Caiado, Vanderlan Cardoso, Zacharias Calil e Gustavo Mendanha discursaram em apoio à reeleição de Daniel. Todos tentam ocupar espaço numa chapa que tem mais pretensões do que vagas.

Gracinha aproveitou o ato para confirmar Alexandre Baldy, presidente estadual do PP, como primeiro suplente de sua chapa ao Senado. O empresário Manoel Castro de Arantes, o Fião, será o segundo suplente. A ex-primeira-dama disse que Daniel “veio para trabalhar e ficar” e defendeu a continuidade do projeto iniciado por Caiado.

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Vanderlan Cardoso também fez aceno à própria composição. Anunciou o ex-senador Pedro Chaves como primeiro suplente e disse que Daniel tem respondido às demandas dos municípios. Zacharias Calil destacou a regionalização da saúde. Mendanha afirmou disposição para trabalhar “dia e noite” pelas candidaturas de Caiado, Daniel e Gracinha.

O municipalismo foi tratado como peça central da engrenagem. O presidente da AGM, José Délio Júnior, cobrou continuidade de programas habitacionais e obras de infraestrutura. O presidente da FGM, Paulo Vitor Avelar, afirmou que as ações chegam às cidades “independentemente de filiação partidária”.

A fala dos prefeitos ajuda a explicar a escolha de Itumbiara para o ato. A base tenta mostrar capilaridade fora da capital e ocupar o interior antes que a oposição organize palanques competitivos. O anfitrião, prefeito Dione Araújo, resumiu o recado: os avanços vividos com Caiado, segundo ele, teriam continuidade com Daniel.

No fim, o encontro serviu menos para apresentar novidades e mais para mostrar método. Caiado pediu pressa na eleição estadual porque sabe que sua campanha presidencial dependerá de Goiás livre para operar no segundo turno. Daniel recebeu o endosso, mas também a tarefa: vencer rápido em casa para ajudar o padrinho fora dela.

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Domingos Ketelbey

É repórter, colunista e apresentador. Conecta os bastidores do poder, cultura e cotidiano na cobertura jornalística

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