Leandro Vilela, ao lado do governador Daniel Vilela (Foto: Rodrigo Estrela)

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Leandro Vilela, ao lado do governador Daniel Vilela (Foto: Rodrigo Estrela)

Leandro Vilela, ao lado do governador Daniel Vilela (Foto: Rodrigo Estrela)

Leandro Vilela, ao lado do governador Daniel Vilela (Foto: Rodrigo Estrela)

Leandro Vilela, ao lado do governador Daniel Vilela (Foto: Rodrigo Estrela)

Leandro Vilela, ao lado do governador Daniel Vilela (Foto: Rodrigo Estrela)

Leandro Vilela, ao lado do governador Daniel Vilela (Foto: Rodrigo Estrela)

Aparecida recupera nota fiscal e mira empréstimo internacional

Aparecida recupera nota fiscal e mira empréstimo internacional

Capag B devolve ao município condição de buscar crédito com aval da União para bancar obras de infraestrutura

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Política

A Prefeitura de Aparecida de Goiânia voltou a ter nota na Capacidade de Pagamento, a Capag, indicador do Tesouro Nacional que funciona como um score da saúde fiscal de estados e municípios. Com a classificação B, a segunda mais alta da escala, a gestão do prefeito Leandro Vilela (MDB) passa a ter condições de pleitear financiamento com aval da União, inclusive junto a bancos internacionais.

O resultado tem peso político. No primeiro ano de Vilela, Aparecida saiu do período sem nota Capag e voltou à zona que permite buscar crédito para obras públicas. A Prefeitura pretende usar a nova classificação para avançar na contratação de financiamento junto ao Novo Banco de Desenvolvimento, o NDB, voltado a projetos como trincheiras, parques e unidades escolares.

A nota B não é a máxima, mas foi recebida pela gestão como sinal de recuperação. Segundo Vilela, o município herdou uma dívida de R$ 500 milhões da administração anterior. Em 17 meses, afirma a Prefeitura, mais de R$ 300 milhões já foram pagos, incluindo o salário de dezembro de 2024 dos servidores, que havia ficado em aberto.

O diagnóstico apresentado pelo prefeito é duro. Quando assumiu, a nova gestão diz ter encontrado serviços básicos em colapso, com internet da Prefeitura cortada e unidades de saúde sem insumos. A crise fiscal, na avaliação de Vilela, não era apenas contábil. Tinha efeito direto sobre a rotina da população.

“Essa dívida toda expôs uma irresponsabilidade tremenda na administração dos recursos públicos de Aparecida. Faziam da Prefeitura um cabide de empregos, um loteamento de cargos públicos onde pouco se trabalhava e muito se gastava com folha salarial”, afirmou o prefeito.

A gestão também atribui a melhora fiscal ao corte de contratos considerados ineficientes. Um dos exemplos citados é o cancelamento de uma despesa mensal de R$ 1,5 milhão com totens de segurança espalhados pela cidade. A avaliação interna é que o serviço não produzia resultado mensurável na proteção dos moradores.

Outra frente foi o enxugamento da máquina. Vilela cortou cargos comissionados e diz ter mantido a administração funcionando com metade da estrutura anterior. O discurso é de governança, produtividade e entrega de serviços, mas também funciona como contraponto político à gestão que deixou o passivo.

O controle da folha aparece como um dos pontos reconhecidos na nova classificação. Segundo a Prefeitura, Aparecida está hoje na zona verde no comprometimento das despesas com pessoal, com índice de 43,97%, abaixo do limite considerado positivo para a avaliação fiscal.

O secretário municipal da Fazenda, Carlos Eduardo de Paula, afirma que a Capag é decisiva para destravar recursos de bancos e financiar obras. “É como uma certidão, uma nota de crédito que o município, ao agir com muita responsabilidade fiscal, recupera agora para ser revertida em benefícios concretos, nas ruas e avenidas, para os 600 mil aparecidenses”, disse.

Aparecida já teve desempenho melhor no indicador. Entre 2011 e 2021, nas gestões de Maguito Vilela e Gustavo Mendanha, a Prefeitura manteve nota A, a mais alta do Tesouro Nacional. Em 2023, com base em dados de 2022, a classificação divulgada foi B. Em 2024 e 2025, o município ficou sem nota. Agora, em 2026, com dados de 2025, primeiro ano da gestão Leandro Vilela, voltou ao mapa fiscal com nota B.

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Domingos Ketelbey

É repórter, colunista e apresentador. Conecta os bastidores do poder, cultura e cotidiano na cobertura jornalística

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