No Domingos Conversa, candidato à reeleição cita experiência nas comissões e defende encaminhamento de processos contra ministros do STF
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O senador Vanderlan Cardoso (PSD), candidato à reeleição por Goiás, vinculou a intenção de disputar a presidência do Senado ao andamento de pedidos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Em entrevista ao jornalista Domingos Ketelbey, no episódio 86 do Domingos Conversa, afirmou que pretende chegar ao comando da Casa para encaminhar pautas que considera pendentes.
Ao apresentar o projeto, condicionado à conquista de outro mandato, Vanderlan disse querer presidir o Senado “para limpar essas pautas que tem lá no Senado”. Também afirmou não responder a processos no Supremo e usou essa declaração como argumento para defender sua atuação. “Eu não tenho processo nenhum em STF, eu posso falar isso de cabeça erguida”, declarou.
O parlamentar sustentou que sua defesa dos impeachments é anterior à atual campanha. “Todos os pedidos de impeachment, todos eles, e são muitos, eu assinei todos”, afirmou. Na resposta, não identificou os requerimentos aos quais se referia.
Cobrança sobre a atual composição
Durante a entrevista, Vanderlan foi questionado sobre por que os pedidos não avançam com a atual composição do Senado e se a defesa da medida estaria sendo utilizada como plataforma eleitoral. Respondeu que os requerimentos vêm de períodos anteriores e citou pedidos contra Gilmar Mendes e outros integrantes da Corte. “Esses pedidos de impeachment vêm de outras campanhas também, vêm lá de trás”, disse. Ao comentar especificamente Alexandre de Moraes, afirmou considerar que a atuação do ministro ultrapassou os limites da razoabilidade. A avaliação foi apresentada pelo senador como justificativa para sua posição favorável aos processos.
Na sequência, Vanderlan mencionou a necessidade de dois terços dos votos e sugeriu que os eleitores consultem quais parlamentares respondem a processos no STF. Não citou nomes nem apresentou elementos que demonstrassem relação entre essas ações judiciais e o posicionamento dos colegas sobre os pedidos de impeachment.
Trajetória nas comissões
Para sustentar sua pretensão de comandar o Senado, Vanderlan citou a passagem pela presidência da Comissão de Ciência e Tecnologia, pela presidência e vice-presidência da Comissão de Assuntos Econômicos e pela vice-presidência da Comissão de Constituição e Justiça. Na resposta sobre a candidatura, apresentou esse histórico como argumento, mas não detalhou apoios para a disputa interna.
A trajetória mencionada também consta dos registros da Agência Senado. Vanderlan presidiu a Comissão de Assuntos Econômicos no biênio 2023-2024 e foi eleito vice-presidente da CCJ em abril de 2025.
Além dos impeachments, o senador defendeu mandatos de dez a doze anos para ministros do Supremo e mudanças no processo de escolha, com indicações originadas no meio jurídico. “Que seja uma indicação mais técnica”, afirmou. Disse que a discussão deveria alcançar também o Superior Tribunal de Justiça e os tribunais estaduais, sem detalhar regras de transição ou um texto legislativo na resposta.

Karla Alves
É jornalista e assessora de comunicação. Há mais de 15 anos, atua na imprensa goiana e aproxima informação, pessoas e organizações.
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