Renan Santos durante entrevista ao Jornal Nacional. (Foto: Reprodução/Globoplay)

Renan Santos durante entrevista ao Jornal Nacional. (Foto: Reprodução/Globoplay)

Renan Santos durante entrevista ao Jornal Nacional. (Foto: Reprodução/Globoplay)

Renan Santos durante entrevista ao Jornal Nacional. (Foto: Reprodução/Globoplay)

Toffoli suspende propaganda de Renan Santos e barra candidato de debates

Toffoli suspende propaganda de Renan Santos e barra candidato de debates

Decisão do ministro do TSE também interrompe repasses do Fundo Eleitoral à chapa do Missão; medida foi tomada após identificação de perfis informados fora do prazo à Justiça Eleitoral

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O ministro Dias Toffoli, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou a suspensão de atos da campanha de Renan Santos (Missão) à Presidência da República. A decisão impede a utilização de determinados canais digitais para propaganda eleitoral e também barra, cautelarmente, a participação do candidato em debates.

A medida atinge ainda os repasses e gastos de recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC). As restrições também alcançam a chapa majoritária, que tem Aroldo Medina como candidato a vice-presidente.

A decisão foi divulgada nesta segunda-feira (31) e está relacionada a irregularidades apontadas por Toffoli na comunicação dos canais digitais utilizados pela candidatura à Justiça Eleitoral.

O que motivou a decisão?

O ponto central envolve 16 perfis em redes sociais que não teriam sido informados ao TSE no momento em que a candidatura foi registrada.

O pedido de registro foi apresentado em 7 de agosto. Os novos canais foram comunicados à Justiça Eleitoral somente no dia 19, portanto, 12 dias depois. Entre eles estava uma conta com cerca de 2,4 milhões de seguidores.

A legislação eleitoral determina que partidos e candidatos comuniquem à Justiça Eleitoral os endereços eletrônicos que serão utilizados durante a campanha.

Na avaliação de Toffoli, a apresentação tardia das informações não poderia ser tratada apenas como uma falha formal. O ministro considerou que a situação poderia produzir vantagem na exposição dos perfis nas plataformas digitais e comprometer a igualdade da disputa eleitoral.

Isso ocorre porque existem regras específicas para impedir que sistemas de recomendação das plataformas ampliem artificialmente o alcance de contas oficiais de candidatos durante o período eleitoral.

Renan também fica fora dos debates

A decisão vai além das redes sociais. Toffoli também determinou a suspensão da participação de Renan Santos em debates realizados por rádio, televisão, podcasts e outros meios de comunicação enquanto estiver em vigor a medida cautelar.

Também ficam suspensos os repasses e a utilização de recursos do Fundo Eleitoral pela campanha.

As plataformas receberam ainda determinações relacionadas à suspensão dos perfis atingidos pela decisão e ao fornecimento de informações sobre as publicações realizadas nas páginas.

Registro da candidatura ainda está em análise

A decisão desta segunda-feira não deve ser confundida com um indeferimento definitivo da candidatura de Renan Santos.

Toffoli é relator do pedido de registro da chapa no TSE, e a análise do registro ainda não foi concluída. A medida adotada agora tem caráter cautelar e estabelece restrições à campanha enquanto a situação é examinada pela Justiça Eleitoral.

O ministro também determinou a prestação de esclarecimentos sobre as irregularidades apontadas.

Renan Santos negou irregularidades e atribuiu o problema a uma falha no sistema do TSE. Após a decisão, o candidato alterou a imagem de seus perfis nas redes sociais para uma versão com a palavra “censurado” e anunciou uma entrevista coletiva para comentar o caso.

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Domingos Ketelbey

É repórter, colunista e apresentador. Conecta os bastidores do poder, cultura e cotidiano na cobertura jornalística

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