Adriana Accorsi concentra mais da metade dos recursos nacionais distribuídos até agora, enquanto seis nomes da chapa ainda não registraram receitas
·
A Direção Nacional do PT já transferiu R$ 4,27 milhões para candidatos do partido a deputado federal em Goiás, mas ainda não destinou nenhum recurso ao ex-deputado estadual Luis César Bueno, candidato petista ao Governo. Levantamento feito nesta sexta-feira (28), pelo Blog do DK, a partir das prestações de contas disponíveis no sistema DivulgaCandContas, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mostra uma concentração dos primeiros repasses em poucos nomes da chapa proporcional.
Dos 13 candidatos petistas a deputado federal que aparecem como aptos e concorrendo, sete já registraram algum tipo de receita. Outros seis seguem sem qualquer entrada declarada.
Somados os valores nominais disponíveis nas prestações de contas, os sete candidatos com arrecadação receberam R$ 4,3 milhões até esta sexta-feira (28). Desse total, R$ 4.272.060 saíram diretamente da Direção Nacional do PT.
A maior fatia ficou com a deputada federal Adriana Accorsi (PT), candidata à reeleição. Ela recebeu R$ 2,34 milhões do comando nacional da legenda, o equivalente a 54,8% de tudo o que a direção partidária já transferiu para os candidatos a deputado federal analisados em Goiás.
No total, Adriana registra R$ 2.345.678,13 em receitas. Além dos recursos partidários, aparecem R$ 4.478,13 arrecadados pela plataforma de financiamento coletivo QueroApoiar.com.br, R$ 1 mil doados por Valdi Camarcio Bezerra e R$ 200 de Nelson Gonçalves Galvão.
Na segunda faixa de maiores repasses estão o ex-tesoureiro nacional do PT Delúbio Soares e o ex-reitor da Universidade Federal de Goiás (UFG) Edward Madureira. Cada um recebeu R$ 780 mil da Direção Nacional.
No caso de Delúbio, todo o dinheiro declarado até agora veio do partido. Edward, por sua vez, também registra R$ 10 mil em recursos próprios e três doações de R$ 1 mil, feitas por Geci José Pereira da Silva, Sandramara Matias Chaves e Luana Cassia Miranda Ribeiro. Os valores nominais exibidos no sistema somam R$ 793 mil.
Outra candidatura que já recebeu uma parcela relevante dos recursos é a de Maju Ferrari. Aos 21 anos, ela está entre as candidatas mais jovens a deputada federal por Goiás nesta eleição. Mesmo estreando na disputa com pouca idade, já recebeu R$ 253,5 mil da Direção Nacional do PT, que responde por 100% das receitas declaradas por sua campanha até agora.
Valério Luiz de Oliveira aparece com R$ 78 mil recebidos do comando nacional do partido. A professora Railda soma R$ 40.560, também integralmente transferidos pela Direção Nacional.
O deputado federal Rubens Otoni (PT), candidato à reeleição, é uma exceção entre os sete nomes que já apresentam receitas. Os R$ 14 mil declarados por sua campanha até agora vieram do próprio parlamentar. Não há, no levantamento, repasse da Direção Nacional para Otoni.
Na outra ponta estão Catarino Silva, Daniel Caçapava, Flaviane Santos, Mãe Isabel de Oxum, Professor Maurélio e Suzana Carvalho. Os seis ainda não registraram qualquer receita eleitoral.
A lista analisada possui ainda Carlos Maranhão, mas ele aparece como inapto no sistema da Justiça Eleitoral e, por isso, não integra o grupo de 13 candidaturas em disputa.
O contraste mais evidente, no entanto, está na corrida pelo Palácio das Esmeraldas. Enquanto a Direção Nacional já colocou mais de R$ 4,27 milhões nas candidaturas proporcionais analisadas, Luis César Bueno ainda não recebeu um centavo. A assessoria de Luis César Bueno destacou que foi prometido a campanha majoritária R$ 1,2 milhões e que uma parcela de aproximadamente R$ 600 mil já foi depositado. Contudo, o recurso não está declarado no sistema do TSE.

Domingos Ketelbey
É repórter, colunista e apresentador. Conecta os bastidores do poder, cultura e cotidiano na cobertura jornalística
Continue a leitura








