Projeção do Blog do DK aponta como pode ficar a distribuição das 17 cadeiras de Goiás na Câmara dos Deputados nas Eleições 2026. (Foto: Câmara dos Deputados)

Projeção do Blog do DK aponta como pode ficar a distribuição das 17 cadeiras de Goiás na Câmara dos Deputados nas Eleições 2026. (Foto: Câmara dos Deputados)

Projeção do Blog do DK aponta como pode ficar a distribuição das 17 cadeiras de Goiás na Câmara dos Deputados nas Eleições 2026. (Foto: Câmara dos Deputados)

Projeção do Blog do DK aponta como pode ficar a distribuição das 17 cadeiras de Goiás na Câmara dos Deputados nas Eleições 2026. (Foto: Câmara dos Deputados)

Quem pode chegar à Câmara? Projeção detalha nova bancada federal de Goiás

Quem pode chegar à Câmara? Projeção detalha nova bancada federal de Goiás

União Brasil e PP aparecem com cinco vagas, seguidos pelo PL com três; concorrência interna reúne parlamentares e candidatos que buscam mudar de cargo

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A federação formada por União Brasil e PP deve conquistar cinco das 17 cadeiras de deputado federal por Goiás na eleição deste domingo (4). O PL aparece com três vagas, enquanto MDB e a federação PT/PCdoB/PV devem eleger dois representantes cada, segundo projeção exploratória elaborada pelo Blog do DK.

O cenário aponta ainda uma cadeira para Podemos, PSD, Republicanos, PSDB/Cidadania e PRD/Solidariedade. A distribuição concentra as vagas em nove chapas, mas mudanças na votação podem alterar principalmente as últimas posições.

O levantamento cruza resultados de eleições anteriores com as candidaturas registradas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Trata-se de uma projeção condicionada às referências históricas utilizadas, não de pesquisa de intenção de voto ou de uma relação de eleitos.

Dentro de cada chapa, os candidatos disputam entre si as vagas conquistadas pelo conjunto. Ter uma votação individual expressiva, portanto, não basta: o desempenho do partido ou da federação também define quem chegará à Câmara.

Como pode ficar a bancada de Goiás

Partido ou federação

Cadeiras projetadas

União Brasil/PP

5

PL

3

MDB

2

PT/PCdoB/PV

2

Podemos

1

PSD

1

Republicanos

1

PSDB/Cidadania

1

PRD/Solidariedade

1

PSB

0

Novo

0

DC, PDT, Missão, PSOL/Rede e UP

0

Total

17

União e PP reúnem deputados e candidatos que buscam mudar de cargo

A federação União Brasil/PP deve eleger cinco deputados federais. Brigam pelas vagas o presidente da Assembleia Legislativa de Goiás, Bruno Peixoto, os deputados federais Silvye Alves e José Nelto e o ex-deputado federal Delegado Waldir, pelo União Brasil, além do deputado federal Adriano do Baldy, pelo PP.

A votação conjunta da federação que conta com nomes como a vereadora Camila Rosa, do União Brasil e a ex-prefeita de Bela Vista de Goiás, Nárcia Kelly, do Progressistas, definirá o tamanho da bancada, enquanto a classificação individual determinará quem ocupará as cadeiras.

O cálculo reúne trajetórias diferentes. Bruno tenta trocar a Assembleia pela Câmara, Waldir busca retornar ao Congresso e os atuais deputados disputam a reeleição. O histórico de cada um ajuda a construir o cenário, mas não assegura a repetição dos votos obtidos em outro momento ou para outro cargo.

PL tem três vagas no cenário, com disputa aberta pela última

O PL deve eleger três deputados federais. Brigam pelas vagas a deputada federal Magda Mofatto, os ex-deputados federais Major Vitor Hugo e Fábio Sousa, Fred Rodrigues e a presidente do PL Mulher em Goiânia, Lucélia Rodrigues.

Em 2024, Lucélia recebeu 3.723 votos ao disputar uma cadeira na Câmara Municipal pelo PSD. Foi a candidata mais votada da legenda na capital, mas a chapa não alcançou a votação necessária para eleger um representante.

Agora no PL, Lucélia conta com o apoio da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que participou do lançamento de sua candidatura e atuou ativamente durante a campanha.

Fred entra no cálculo com a votação obtida na disputa pela Prefeitura de Goiânia em 2024. Essa referência exige cuidado: uma eleição municipal tem outra abrangência e outra concorrência. Seus votos para prefeito não podem ser tratados como votos assegurados para deputado federal.

A terceira cadeira do PL é uma das posições sensíveis da projeção. Em um dos cenários alternativos testados, a legenda cai para dois eleitos e o Podemos passa de uma para duas vagas.

MDB e federação do PT devem fazer dois deputados cada

O MDB deve conquistar duas cadeiras. Brigam pelas vagas os deputados federais Flávia Morais e Célio Silveira, o ex-deputado federal Lucas Vergílio e Coronel Bráulio, entre outros integrantes da chapa.

Se a estimativa se confirmar, o partido terá uma disputa que envolve tanto a renovação dos mandatos quanto a tentativa de retorno de Lucas Vergílio. Uma terceira cadeira depende de votação superior à considerada no cenário-base e do desempenho das demais chapas.

A federação PT/PCdoB/PV também deve eleger dois deputados. Disputam espaço os parlamentares Adriana Accorsi e Rubens Otoni e o vereador de Goiânia e ex-reitor da Universidade Federal de Goiás, Edward Madureira, todos do PT.

As duas vagas projetadas não definem uma dupla de eleitos. A ordem de chegada dentro da federação será decisiva para saber se os atuais deputados permanecem ou se haverá mudança na bancada.

PSD e Republicanos têm concorrência entre parlamentares

O PSD deve eleger um deputado federal. Brigam pela vaga os deputados federais Daniel Agrobom e Ismael Alexandrino e os deputados estaduais Lucas do Vale e Dra. Zeli.

A chapa reúne dois candidatos que tentam manter o mandato em Brasília e outros dois que buscam trocar a Assembleia pela Câmara. Uma segunda cadeira ampliaria o espaço disponível, mas não aparece no cenário-base.

O Republicanos também deve conquistar uma vaga. Entre os nomes que disputam a cadeira estão as deputadas federais Marussa Boldrin e Lêda Borges e o deputado estadual Ricardo Quirino.

Caso o partido alcance apenas uma cadeira, a votação conjunta ajudará a eleger um dos candidatos e deixará os demais na suplência. O mandato atual, por si só, não resolve a concorrência interna.

Podemos, PSDB e PRD disputam espaço nas últimas cadeiras

O Podemos deve eleger um deputado. Brigam pela vaga o deputado federal Glaustin da Fokus, o ex-deputado federal João Campos, Igor Franco e Gabriela Rodart, entre outros candidatos.

A legenda aparece com duas cadeiras em um cenário alternativo de cálculo. Essa possibilidade mantém aberta uma disputa que depende tanto dos votos próprios quanto da distribuição das sobras entre as chapas.

A federação PSDB/Cidadania deve eleger um representante. Disputam espaço o deputado federal Professor Alcides, Felipe Cecílio e os ex-prefeitos Leozão, Adair Henriques e Itamar Leão.

As desistências de Henrique Arantes, Flávia Teles e Jeferson Rodrigues reduziram a composição da chapa. O cálculo desconsiderou os três e não presumiu transferência automática de seus votos anteriores para os candidatos que permaneceram.

Na federação PRD/Solidariedade, a estimativa também é de uma cadeira. Brigam pela vaga o deputado estadual Lucas Calil, pelo PRD, Dr. Antônio e Eliel Júnior, pelo Solidariedade, além de nomes como Sílvio Vaz, do PRD, e Denes Pereira, do Solidariedade.

PSB e Novo buscam superar o cenário histórico

PSB e Novo não conquistam cadeira no cenário-base. Isso não significa que seus candidatos estejam fora da disputa: significa que a votação estimada para as chapas, a partir das referências utilizadas, não foi suficiente para alcançar uma vaga.

No PSB, a presidente estadual Aava Santiago busca chegar à Câmara. Pelo Novo, Delegado Humberto Teófilo está entre os candidatos que tentam viabilizar a representação do partido.

Essas candidaturas mostram um dos limites do levantamento. Crescimento recente, exposição durante a campanha e capacidade de mobilização podem produzir um resultado diferente do sugerido pelo histórico.

Como foi feita a projeção

A análise utiliza o cadastro de candidaturas do TSE atualizado em 4 de outubro e resultados de 2018, 2020, 2022 e 2024. Foram consideradas mudanças de partido, federações, desistências e diferenças entre os cargos anteriormente disputados.

O cenário-base inclui 243 candidaturas. Desse conjunto, 97 não tinham uma referência eleitoral comparável e receberam estimativas genéricas, o que limita a precisão do levantamento.

O cálculo usa a votação válida para deputado federal em Goiás em 2022 como escala de comparação: 3.439.644 votos. Esse total corresponde a um quociente eleitoral de referência de 202.332 votos. O número necessário em 2026 dependerá dos votos válidos apurados neste domingo.

Foram realizados 10 mil testes de simulação e cálculos com premissas alternativas. Essas variações ajudam a identificar cadeiras mais sensíveis, mas não representam probabilidades reais de vitória.

A projeção apresenta um cenário possível para as 17 vagas. A votação das chapas, a classificação individual e a distribuição das sobras definirão a bancada que Goiás enviará a Brasília.

 

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Domingos Ketelbey

É repórter, colunista e apresentador. Conecta os bastidores do poder, cultura e cotidiano na cobertura jornalística.

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