Ministro do STF autoriza retomada dos encontros com Jair Bolsonaro, mas mantém proibição de manifestações e divulgação de conteúdos com finalidade político-eleitoral, inclusive por terceiros
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Política
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta segunda-feira (12) a retomada das visitas do senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.
A autorização, no entanto, mantém restrições relacionadas ao uso político dos encontros. Conforme a decisão, as visitas não poderão ter finalidade político-eleitoral, e continua proibida a divulgação de manifestos ou declarações do ex-presidente, inclusive por terceiros e independentemente do meio utilizado.
Flávio poderá voltar a visitar o pai nos mesmos horários, condições e medidas de segurança que já haviam sido estabelecidos anteriormente.
O que Moraes determinou?
Na decisão, o ministro estabeleceu que a retomada dos encontros deverá respeitar as limitações fixadas pelo Supremo em 17 de julho de 2026.
"AUTORIZO A RETOMADA DO REGIME DE VISITAS DE FLÁVIO NANTES BOLSONARO, nos mesmos horários, condições e medidas de segurança anteriormente fixados, estando vedada a finalidade político-eleitoral e a divulgação de quaisquer manifestos ou declarações, inclusive por terceiros, independentemente do meio utilizado, nos termos da decisão de 17/7/2026", afirmou Moraes.
A determinação permite o contato presencial entre pai e filho, mas impede que os encontros sejam utilizados para divulgar mensagens eleitorais ou manifestações públicas de Jair Bolsonaro.
Autorização acontece durante disputa presidencial
A decisão foi anunciada em meio à campanha para o segundo turno da eleição presidencial, disputado por Flávio Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com votação marcada para 25 de outubro.
Embora Flávio esteja autorizado a retomar as visitas, a medida não altera as restrições de comunicação estabelecidas pelo STF.

Domingos Ketelbey
É repórter, colunista e apresentador. Conecta os bastidores do poder, cultura e cotidiano na cobertura jornalística.
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