André Mendonça rejeitou a ação por uma questão processual e não analisou se o reajuste do Bolsa Família é legal ou ilegal. Foto: Agência Brasil

André Mendonça rejeitou a ação por uma questão processual e não analisou se o reajuste do Bolsa Família é legal ou ilegal. Foto: Agência Brasil

André Mendonça rejeitou a ação por uma questão processual e não analisou se o reajuste do Bolsa Família é legal ou ilegal. Foto: Agência Brasil

André Mendonça rejeitou a ação por uma questão processual e não analisou se o reajuste do Bolsa Família é legal ou ilegal. Foto: Agência Brasil

Mendonça rejeita ação contra reajuste do Bolsa Família sem analisar mérito

Mendonça rejeita ação contra reajuste do Bolsa Família sem analisar mérito

Ministro do TSE entendeu que Zé Trovão não tinha legitimidade para contestar medida relacionada à disputa presidencial; benefício mínimo passará para R$ 691

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Política

O ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), rejeitou na última quinta-feira (17) uma ação apresentada pelo deputado federal Zé Trovão (PL-SC) contra o reajuste de 15% nos benefícios do Bolsa Família. A decisão não analisou o mérito do questionamento nem decidiu sobre a legalidade do aumento.

Mendonça encerrou o processo por entender que Zé Trovão não tinha legitimidade para apresentar esse tipo de representação contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição.

Segundo o ministro, a jurisprudência eleitoral exige que autor e representado disputem cargos dentro da mesma circunscrição eleitoral. Zé Trovão concorre a deputado federal por Santa Catarina, enquanto a eleição presidencial tem abrangência nacional.

Mérito não foi analisado

A decisão é importante porque não representa uma conclusão do TSE sobre a possibilidade ou não de reajustar o Bolsa Família durante o período eleitoral.

Mendonça analisou apenas a questão processual relacionada à legitimidade do deputado para apresentar a contestação. Portanto, o tribunal não decidiu nesse processo se o reajuste viola a legislação eleitoral.

Zé Trovão havia recorrido à Justiça Eleitoral para questionar o aumento anunciado pelo governo federal a 17 dias do primeiro turno das eleições.

Benefício passa para R$ 691

O governo anunciou reajuste de aproximadamente 15% no Bolsa Família. O valor mínimo passará dos atuais R$ 600 para R$ 691, enquanto o benefício médio deverá chegar a R$ 777.

Segundo o governo, o percentual corresponde à variação acumulada do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) entre março de 2023 e agosto de 2026.

A Advocacia-Geral da União (AGU) sustenta que a atualização está amparada pela legislação eleitoral porque o Bolsa Família é um programa permanente e o reajuste busca recompor perdas inflacionárias. Essa é a posição jurídica defendida pelo governo e não foi analisada no mérito na decisão de Mendonça.

Novos valores começam em outubro

O reajuste começa a produzir efeitos financeiros em outubro. Além do piso de R$ 691, também serão corrigidos os valores adicionais pagos de acordo com a composição de cada família.

A atualização foi oficializada pelo governo federal nesta quinta-feira e ocorre a pouco mais de duas semanas do primeiro turno, marcado para 4 de outubro.

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Karla Alves

É jornalista e assessora de comunicação. Há mais de 15 anos, atua na imprensa goiana e aproxima informação, pessoas e organizações.

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