Datafolha mostra presidente na liderança da disputa nacional; candidato do PSD tem 5% na primeira rodada e fica a sete pontos de Lula em confronto direto
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera a corrida ao Palácio do Planalto com 39% das intenções de voto, contra 33% de Flávio Bolsonaro (PL), segundo pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (21). Ronaldo Caiado (PSD) aparece com 5% no primeiro turno, mas alcança 40% em uma eventual disputa direta contra Lula.
No cenário estimulado de primeiro turno, Lula e Flávio concentram 72% das intenções de voto. Caiado aparece numericamente à frente de Renan Santos, que tem 4%, e de Romeu Zema, com 3%. Considerada a margem de erro de dois pontos percentuais, os três estão tecnicamente empatados.
O resultado confirma, neste momento da campanha, uma disputa fortemente concentrada entre o presidente e o candidato do PL. Para Caiado e os demais concorrentes que tentam abrir espaço fora da polarização, o principal desafio continua sendo ampliar presença no primeiro turno.
O desempenho do candidato do PSD melhora nas simulações de segundo turno. Em um confronto entre Lula e Caiado, o presidente registra 47%, contra 40% do ex-governador de Goiás. A diferença cai para sete pontos percentuais.
Entre os candidatos que disputam espaço fora do eixo PT-PL, Caiado apresenta o melhor desempenho contra Lula. Romeu Zema marca 38% diante de 48% do presidente, enquanto Renan Santos alcança 37%, contra 47% de Lula.
Flávio Bolsonaro, por sua vez, é quem mais se aproxima do presidente numa eventual segunda rodada. Lula aparece com 47%, contra 43% do senador.
Os números oferecem à campanha de Caiado um argumento para reforçar o discurso de competitividade nacional, embora o levantamento também exponha a distância que ainda separa o candidato do PSD dos dois líderes no primeiro turno. A pesquisa ouviu 2.058 eleitores em 128 municípios. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

Domingos Ketelbey
É repórter, colunista e apresentador. Conecta os bastidores do poder, cultura e cotidiano na cobertura jornalística
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