Leonardo Zumpichiatti, integrante da direção nacional, assume provisoriamente o comando da legenda em Goiás; Ribeiro vai coordenar campanha de Policarpo
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Política
O advogado e ex-procurador-geral da Câmara de Goiânia Kowalsky Ribeiro deixou a presidência estadual do PDT após a convenção realizada nesta segunda-feira (3), realizada na capital. O comando da legenda passa para Leonardo Zumpichiatti, integrante da direção nacional do partido.
Em entrevista ao Blog do DK após o ato, Kowalsky afirmou que a substituição foi acertada com o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi. De acordo com ele, a comissão provisória estadual cumpriu sua principal função ao organizar a legenda para as eleições.
“Foi um ajuste com o presidente Lupi. Depois da convenção, tudo o que deliberamos será confirmado pela direção nacional. O financiamento das campanhas também é decidido diretamente pela nacional, sem passar pelo órgão estadual”, explicou.
Zumpichiatti ficará à frente da comissão provisória até 3 de setembro. Kowalsky afirmou que a discussão sobre a formação de um diretório definitivo deverá ocorrer após as eleições, quando o desempenho do partido nas urnas será conhecido.
A saída ocorre menos de três meses depois de Kowalsky assumir o PDT goiano, em meio à debandada do grupo que comandava a sigla. Ele foi escolhido em maio com a missão de reconstruir as chapas proporcionais e reposicionar o partido nas negociações para a disputa estadual.
Na convenção desta segunda, o PDT homologou o advogado Carlos Mundim como candidato a vice-governador na chapa encabeçada pelo ex-deputado estadual Luis César Bueno, do PT. A legenda também confirmou 18 candidatos à Câmara dos Deputados.
“O que eu podia fazer, já fiz. Entreguei minha contribuição e agora vou cuidar das responsabilidades da advocacia eleitoral e da campanha do Romário Policarpo. A campanha do Carlos Mundim já está bem encaminhada, com uma grande rede de apoio”, disse.
Ao avaliar o período em que comandou a sigla, Kowalsky afirmou que o objetivo central foi manter o PDT competitivo e ajudar o partido a superar a cláusula de desempenho nacional.
“Peguei o partido faltando 12 horas para encerrar o prazo de filiação e entreguei com 18 candidatos a deputado federal e a vaga de vice-governador na chapa majoritária. Se isso não foi um bom trabalho, Deus me livre”, declarou.
Kowalsky negou que deixará o PDT. Sem função na direção estadual, ele deverá atuar na coordenação jurídica e na campanha à reeleição do presidente da Câmara de Goiânia, Romário Policarpo.
“Não deixo o PDT. Só não tenho mais função como presidente depois das convenções. Agora, a direção nacional vai destinar os recursos aos candidatos e eu vou para a rua pedir voto”, concluiu.

Domingos Ketelbey
É repórter, colunista e apresentador. Conecta os bastidores do poder, cultura e cotidiano na cobertura jornalística
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