Estado teve a maior redução do Centro-Oeste entre janeiro e setembro; nova plataforma cruza dados climáticos, focos de fogo e áreas de risco para acelerar resposta das equipes
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Política
Goiás registrou redução de 53,67% na área de vegetação queimada entre janeiro e setembro de 2026, na comparação com o mesmo período do ano passado. O resultado coloca o Estado com a maior queda do Centro-Oeste, segundo dados da plataforma Alarmes/Lasa, da Universidade Federal do Rio de Janeiro.
No mesmo período, o Distrito Federal apresentou redução de 39,67%, enquanto Mato Grosso teve alta de 22,57% e Mato Grosso do Sul, de 90%.
Para tentar ampliar o controle sobre os incêndios durante o período de seca, o Governo de Goiás apresentou uma nova ferramenta de monitoramento que utiliza inteligência artificial para cruzar informações meteorológicas, focos de incêndio, relevo e áreas de risco.
IA deve reduzir tempo de resposta
O sistema integra dados utilizados pela Defesa Civil, Corpo de Bombeiros e Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável.
Segundo o Corpo de Bombeiros, a ferramenta consegue analisar dados de satélites em segundos e indicar se há ocorrência de incêndio em determinada região. A estimativa é de redução de até quatro horas no tempo necessário para análise e acionamento das equipes.
O sistema também considera características do relevo. A informação é importante porque a topografia influencia a velocidade e a direção de propagação do fogo e pode alterar as estratégias adotadas pelos brigadistas.
Alertas para produtores
A plataforma poderá enviar informações diretamente para produtores rurais localizados nas regiões atingidas e para as centrais operacionais responsáveis pelo atendimento das ocorrências.
O governo também prevê disponibilizar um número de WhatsApp para que a população envie denúncias de possíveis incêndios, que serão analisadas pelo sistema.
Atualmente, o Cimehgo já mantém ferramentas para monitoramento de queimadas e alertas meteorológicos em Goiás.
Estrutura de combate
Além da tecnologia, o Estado ampliou a estrutura física destinada ao combate aos incêndios.
Segundo o governo, foram implantados 17 novos postos do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil, com previsão de chegar a 22 unidades até o fim do ano.
Outra medida foi a contratação e capacitação de brigadistas em comunidades tradicionais, especialmente no Nordeste goiano, uma das regiões historicamente mais atingidas pelas queimadas.

Karla Alves
É jornalista e assessora de comunicação. Há mais de 15 anos, atua na imprensa goiana e aproxima informação, pessoas e organizações.
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