Estimativas indicam desaceleração da economia goiana em 2026, principalmente pelo desempenho mais fraco da agropecuária. Foto: Divulgação

Estimativas indicam desaceleração da economia goiana em 2026, principalmente pelo desempenho mais fraco da agropecuária. Foto: Divulgação

Estimativas indicam desaceleração da economia goiana em 2026, principalmente pelo desempenho mais fraco da agropecuária. Foto: Divulgação

Estimativas indicam desaceleração da economia goiana em 2026, principalmente pelo desempenho mais fraco da agropecuária. Foto: Divulgação

Projeção aponta recuo de 0,3% da economia de Goiás em 2026

Projeção aponta recuo de 0,3% da economia de Goiás em 2026

Estimativas do Ibre/FGV indicam perda de ritmo depois de crescimento médio de 3,3% nos dois anos anteriores; agropecuária pesa na desaceleração

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Economia

A economia de Goiás pode encerrar 2026 com recuo de 0,3% em relação ao ano passado, segundo projeções do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV) divulgadas em análise sobre o desempenho do Centro-Oeste.

A estimativa representa uma mudança significativa em relação aos dois anos anteriores, quando o Produto Interno Bruto goiano registrou crescimento médio de 3,3%, segundo cálculo apresentado a partir das estimativas regionais do instituto.

Os dados já disponíveis para o segundo trimestre mostram perda de velocidade. Entre abril e junho, o PIB estimado de Goiás avançou apenas 0,5% na comparação com o mesmo período de 2025.

Agropecuária pesa no resultado

Segundo os pesquisadores Juliana Trece e Claudio Considera, a indústria goiana teve desempenho positivo no segundo trimestre, especialmente na fabricação de derivados de petróleo, biocombustíveis e veículos.

A agropecuária, porém, registrou retração e limitou o crescimento estadual. As estimativas apontavam redução de 27,6% na produção de milho e de 2,8% na soja ao longo de 2026.

Os serviços também apresentaram ritmo mais baixo, contribuindo para que Goiás tivesse crescimento inferior à média nacional no trimestre.

Centro-Oeste desacelera

O PIB do Centro-Oeste cresceu 1,6% no segundo trimestre, enquanto a economia brasileira avançou 2% na mesma comparação.

Distrito Federal, com 2,9%, e Mato Grosso do Sul, com 2,5%, tiveram as maiores taxas da região. Goiás e Mato Grosso registraram 0,5% cada.

O Ibre aponta juros ainda elevados, endividamento das famílias, pressões inflacionárias e incertezas de um ano eleitoral entre os fatores que podem limitar investimentos no restante de 2026.

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Domingos Ketelbey

É repórter, colunista e apresentador. Conecta os bastidores do poder, cultura e cotidiano na cobertura jornalística.

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