A implementação dependerá da adesão dos estados e do Distrito Federal, além do cumprimento das exigências técnicas estabelecidas pela Anatel. (Foto: Secretaria de Administração Penitenciária/Divulgação)

A implementação dependerá da adesão dos estados e do Distrito Federal, além do cumprimento das exigências técnicas estabelecidas pela Anatel. (Foto: Secretaria de Administração Penitenciária/Divulgação)

A implementação dependerá da adesão dos estados e do Distrito Federal, além do cumprimento das exigências técnicas estabelecidas pela Anatel. (Foto: Secretaria de Administração Penitenciária/Divulgação)

A implementação dependerá da adesão dos estados e do Distrito Federal, além do cumprimento das exigências técnicas estabelecidas pela Anatel. (Foto: Secretaria de Administração Penitenciária/Divulgação)

Fim dos celulares nos presídios? Governo anuncia novas regras de bloqueio

Fim dos celulares nos presídios? Governo anuncia novas regras de bloqueio

Decreto assinado por Lula cria programa nacional para impedir comunicações clandestinas nas unidades prisionais

·

Cidades

O Governo Federal anunciou novas medidas para combater o uso de celulares clandestinos dentro dos presídios brasileiros. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou o Decreto nº 13.136, publicado nesta terça-feira (13) no Diário Oficial da União, que cria um programa nacional para agilizar o bloqueio de aparelhos e sinais de comunicação utilizados irregularmente nas unidades prisionais.

A iniciativa, chamada Programa Nacional de Neutralização de Comunicações Ilícitas em Estabelecimentos Penais, estabelece procedimentos para identificar e bloquear celulares, além de permitir o uso de equipamentos que interrompem sinais de radiocomunicação nas áreas de segurança dos presídios.

A medida não significa que todos os presídios terão os sinais bloqueados imediatamente. A implementação dependerá da adesão dos estados e do Distrito Federal, além do cumprimento das exigências técnicas estabelecidas pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

O objetivo é dificultar a comunicação ilícita a partir das unidades prisionais, sem prejudicar os serviços de telefonia e internet utilizados pela população nas regiões próximas.

Como vai funcionar o bloqueio de celulares?

O decreto prevê duas formas principais de combater as comunicações irregulares. A primeira é o bloqueio de aparelhos específicos, identificados pelo IMEI, número internacional utilizado para identificar cada equipamento de telefonia móvel. Nesse caso, as autoridades penitenciárias poderão solicitar o bloqueio de celulares identificados como irregulares, seguindo os procedimentos estabelecidos pelo programa.

A segunda modalidade permite a utilização de bloqueadores de sinais de radiocomunicação nos perímetros de segurança dos estabelecimentos penais. Esses equipamentos poderão ser operados pelos estados e pelo Distrito Federal que aderirem à iniciativa, conforme as condições definidas pela Anatel.

O decreto também permite que novas tecnologias sejam incorporadas ao programa para enfrentar outras formas de comunicação ilícita.

Estados terão de solicitar os bloqueios



Para pedir o bloqueio de um celular ou sinal de comunicação, a autoridade penitenciária responsável deverá apresentar um informe técnico descrevendo a irregularidade.

Quando a solicitação envolver um aparelho específico, será necessário informar sua identificação. Já nos casos de bloqueio de sinais, deverão ser apresentados os dados do presídio e de seu perímetro de segurança.

As informações serão encaminhadas por uma plataforma digital integrada ao Sistema Nacional de Informações Penais (Sisdepen), disponibilizada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública.

Os pedidos de bloqueio de aparelhos individualizados seguirão os procedimentos do Banco Nacional de Celulares com Restrição. As solicitações relacionadas aos bloqueadores de sinais serão encaminhadas à Anatel.

Cadastro nacional vai mapear unidades prisionais

Outra novidade é a criação do Cadastro Nacional de Perímetros de Segurança Penitenciária. A ferramenta reunirá informações sobre a localização dos presídios participantes, incluindo coordenadas geográficas, características das unidades e identificação das autoridades responsáveis pelas solicitações.

O cadastro também terá dados sobre o entorno dos estabelecimentos penais, como bairros residenciais e equipamentos públicos próximos.

Essas informações serão utilizadas para planejar e fiscalizar o funcionamento dos bloqueadores, buscando evitar interferências nos serviços de telecomunicações fora das áreas de segurança.

Os estados que já utilizam esses equipamentos ou pretendem instalá-los deverão informar previamente à Anatel suas características técnicas e localização.

Bloqueio não será obrigatório em todos os estados

Embora tenha abrangência nacional, o programa prevê adesão voluntária dos estados e do Distrito Federal, mediante assinatura de um termo específico.

O Ministério da Justiça e Segurança Pública ficará responsável pelos instrumentos nacionais de apoio, pelo cadastro e pela plataforma de encaminhamento das solicitações.

Já a Anatel continuará responsável pelo planejamento, coordenação e fiscalização técnica dos bloqueadores de sinais, dentro de suas competências legais.

Image

Domingos Ketelbey

É repórter, colunista e apresentador. Conecta os bastidores do poder, cultura e cotidiano na cobertura jornalística.

Continue a leitura

You can't work for Twitter, Elon Musk is different