Eduardo Macedo afirma que partido seguirá na base mesmo se Luiz do Carmo não for escolhido para vice e admite impacto de eventual acordo nacional com o PL
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O vice-presidente do Podemos em Goiás, Eduardo Macedo, descartou uma ruptura do partido com o governador Daniel Vilela caso o ex-senador Luiz do Carmo não seja escolhido para ocupar a vice na chapa governista. Em entrevista ao Domingos Conversa, Macedo afirmou que a legenda mantém preferência por Luiz, mas considera que o grupo possui maturidade para permanecer unido após a definição.
“Eu não acredito que vai haver qualquer tipo de dispersão”, disse. Segundo o dirigente, o apoio a Daniel deverá ser formalizado nesta quarta-feira (5), quando o Podemos incluirá na ata da convenção a composição majoritária apoiada pela legenda.
A convenção realizada no sábado (1º) confirmou apenas as chapas proporcionais para a Assembleia Legislativa e a Câmara dos Deputados. Macedo explicou que a separação foi uma decisão operacional, para evitar a concentração de registros e assinaturas no mesmo ato que reunirá os partidos da coligação governista.
Preferência por Luiz do Carmo
Embora Luiz do Carmo tenha deixado o Podemos e se filiado ao PSD, Macedo reconheceu que o ex-senador mantém relação próxima com toda a direção estadual da legenda. Para ele, Luiz é o nome com maior capacidade eleitoral entre os postulantes à vice.
“Nós entendemos que o Luiz do Carmo é o quadro que hoje possui mais condições de ajudar eleitoralmente o Daniel Vilela”, afirmou.
A disputa também envolve o ex-secretário-geral de Governo Adriano da Rocha Lima, o ex-deputado federal José Mário Schreiner e o ex-deputado federal Vilmar Rocha. Macedo avaliou que a escolha ainda estava aberta e que a decisão seria tomada em consenso entre Daniel e o ex-governador Ronaldo Caiado.
Apesar da preferência por Luiz, o dirigente afastou a possibilidade de o Podemos abandonar a base se outro nome for escolhido. “Eu penso que o Luiz deve ser escolhido como candidato, mas, não sendo, eu não acredito que vai haver qualquer tipo de dispersão”, reforçou.
Acordo nacional pode afetar o Senado em Goiás
Outro ponto abordado foi a negociação para que a deputada federal e presidente nacional do Podemos, Renata Abreu, seja indicada como candidata a vice-presidente na chapa do senador Flávio Bolsonaro.
Nas tratativas, Renata teria pedido que os diretórios estaduais apoiassem ao menos um candidato do PL ao Senado. Em Goiás, a condição atingiria diretamente a estratégia do Podemos, que integra a base de Daniel, enquanto o PL lançou o senador Wilder Morais ao Governo de Goiás e trabalha com candidaturas próprias à Casa Alta.
Macedo admitiu que uma determinação nacional poderia resultar em apoio informal a um nome do PL, entre eles o deputado federal Gustavo Gayer. A composição registrada oficialmente, porém, continuaria vinculada à chapa de Daniel.
“Se porventura chegar ao ponto de ter que ter um nome, conhecerá um apoio informal, caso isso ocorra”, explicou. Segundo ele, o presidente estadual do Podemos, deputado federal Glaustin da Fokus, estava em Brasília para acompanhar as negociações e deverá ter autonomia para conduzir a posição do partido em Goiás.
Sem considerar uma eventual interferência nacional, o Podemos ainda avaliava os quatro nomes da base governista para o Senado: a ex-primeira-dama Gracinha Caiado, o senador Vanderlan Cardoso, o ex-prefeito de Aparecida de Goiânia Gustavo Mendanha e o deputado federal Zacharias Calil.
Meta de até três federais
Durante a entrevista, Macedo afirmou que o Podemos trabalha para eleger quatro deputados estaduais e dois federais, com possibilidade de conquistar uma terceira cadeira na Câmara.
Entre os nomes citados para a disputa federal estão o deputado federal Glaustin da Fokus, o ex-deputado federal João Campos, o vereador por Goiânia Igor Franco, Samuel Santos, Gabriela Rodart e Luciana da Culinária.
O dirigente também revelou que a legenda mantém um projeto de longo prazo para disputar o Governo de Goiás. A intenção, segundo ele, é fortalecer o partido nas eleições de 2026, 2028, 2030 e 2032 para apresentar uma candidatura própria ao Palácio das Esmeraldas em 2034.
“Até 2034, o Podemos vai apresentar um nome ao Governo de Goiás. Essa é a intenção do nosso partido”, afirmou.

Domingos Ketelbey
É repórter, colunista e apresentador. Conecta os bastidores do poder, cultura e cotidiano na cobertura jornalística
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