Aava Santiago (Foto: Divulgação)

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De volta ao cargo após decisão do CNJ, Aava Santiago vai votar composição da nova mesa diretora

De volta ao cargo após decisão do CNJ, Aava Santiago vai votar composição da nova mesa diretora

Vereadora foi reempossada às 23h de sexta-feira (9), após liminar que suspendeu os efeitos do acórdão do TRE-GO que determinou a perda de seu mandato

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Política

A vereadora Aava Santiago (PSB) vai participar, neste sábado (10), da eleição da nova mesa diretora da Câmara Municipal de Goiânia. A parlamentar foi reempossada às 23h de sexta-feira (9), após conseguir uma liminar do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que suspendeu os efeitos da decisão do Tribunal Regional Eleitoral de Goiás (TRE-GO) que havia determinado a perda de seu mandato.

A decisão foi assinada pelo corregedor nacional de Justiça, ministro Benedito Gonçalves, às 22h05 de sexta-feira, menos de uma hora antes da recondução da parlamentar ao cargo. Com o retorno, Aava recupera também o direito de participar da votação que definirá o comando do Legislativo goianiense para o próximo biênio.

Suspeita de uso irregular de inteligência artificial

A liminar foi concedida após a defesa de Aava apontar indícios de utilização irregular de inteligência artificial na elaboração do acórdão do TRE-GO. Segundo os advogados, comandos e instruções de revisão interna teriam permanecido no texto final da decisão judicial.

Benedito Gonçalves considerou plausíveis as alegações e determinou a suspensão cautelar dos efeitos do julgamento, incluindo os atos administrativos encaminhados à Câmara para cumprimento da perda do mandato.

"Os elementos trazidos neste momento inicial revelam plausibilidade suficiente da alegação de que o ato judicial questionado possa ter sido produzido em desconformidade com as diretrizes de governança, supervisão humana e controle previstas na regulamentação editada por este Conselho", escreveu o ministro.

O corregedor também estabeleceu prazo de 15 dias para que o TRE-GO apresente esclarecimentos. A decisão não anula o acórdão eleitoral, mas impede temporariamente a produção de seus efeitos.

Eleição da nova mesa diretora

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O retorno de Aava ocorre poucas horas antes da sessão que escolherá o sucessor de Romário Policarpo (Cidadania) na presidência da Câmara. A votação está marcada para as 9h deste sábado e definirá a composição da mesa diretora para o biênio 2027-2028.

Thiallu Guiotti (Avante) tende a ser confirmado como novo presidente da Câmara após uma ampla articulação política que reuniu parlamentares de diferentes partidos, do PT ao PL. Ronilson Reis (Solidariedade) também buscou a presidência, mas chega à eleição deste sábado sem força política e sem adesão significativa de outros vereadores à sua candidatura.

A composição em torno de Thiallu conta com a simpatia do prefeito Sandro Mabel (União Brasil), que, em entrevista ao Domingos Conversa na quinta-feira (8), apontou o vereador como o nome em torno do qual se construía um acordo amplo para a sucessão de Policarpo.

Na sexta-feira (9), o vereador Fabrício Rosa (PT), eleito deputado estadual, confirmou ao Domingos Conversa que a bancada petista também fechou acordo em torno de Thiallu, reforçando o caráter multipartidário da articulação.

Reviravolta em menos de 24 horas

A situação de Aava sofreu duas mudanças na sexta-feira. No início da tarde, a Câmara deu posse ao suplente Michel Magul (PSDB), depois de receber a determinação do TRE-GO para cumprir a perda do mandato por infidelidade partidária.

A ação foi apresentada pelo PSDB após Aava deixar a legenda, pela qual havia sido reeleita em 2024, e ingressar no PSB. O tribunal entendeu que a mudança ocorreu sem justa causa legal para preservar o mandato.

Horas depois da posse de Magul, a liminar do CNJ alterou novamente a situação da cadeira. Com a reocupação do cargo por Aava, a parlamentar volta a integrar o colégio de 37 vereadores responsáveis pela escolha da nova direção da Casa.

A suspensão determinada pelo CNJ permanece válida até nova deliberação. Enquanto isso, a discussão sobre a perda do mandato continua sem desfecho definitivo, agora acompanhada de uma apuração sobre os procedimentos utilizados na elaboração do acórdão eleitoral.

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Domingos Ketelbey

É repórter, colunista e apresentador. Conecta os bastidores do poder, cultura e cotidiano na cobertura jornalística.

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