Pré-candidato quer usar vaga na chapa para colar campanha ao debate nacional sobre segurança pública
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Política
O pré-candidato ao Senado Gustavo Mendanha decidiu reservar uma das vagas de suplência de sua chapa a um nome ligado à segurança pública. Nos bastidores, o alvo é um coronel da Polícia Militar de Goiás.
A escolha ainda não foi formalizada, mas a articulação já teve seu pontapé inicial dado. Mendanha quer entrar na disputa ao Senado com uma chapa que fale com uma das bases mais organizadas do eleitorado goiano e, ao mesmo tempo, dialogue com um tema que ganhou peso nacional: o enfrentamento ao crime organizado.
A articulação foi construída em conversas com entidades ligadas às forças de segurança. A ideia é que o suplente não seja apenas uma composição protocolar, mas alguém capaz de dar lastro a uma pauta que deve ocupar espaço na campanha de 2026.
“Estamos formando uma chapa com pessoas que possam contribuir de verdade com o mandato. A suplência não pode ser uma escolha apenas formal. Queremos nomes que agreguem valor ao trabalho que será feito no Senado e ajudem Goiás a pautar, com profundidade e responsabilidade, os temas que são prioridade para o nosso estado”, afirmou Mendanha.
Goiás terminou 2025 como o quinto estado com menor taxa de mortes violentas por 100 mil habitantes, segundo levantamento do Ministério da Justiça e Segurança Pública divulgado pela Secretaria de Estado da Segurança Pública. O dado tem sido usado por aliados como um ativo para alavancar sua campanha
É por isso que Mendanha busca transformar esse indicador como ativo político. “Goiás é referência em segurança pública hoje. Ter um representante da segurança pública goiana na nossa suplência é uma forma de fazer com que o estado ocupe seu papel de protagonismo na discussão das soluções para a segurança no país”, disse.
O aceno vem em boa hora para quem busca musculatura numa eleição majoritária. Pesquisa Genial/Quaest de junho apontou a violência como a maior preocupação dos brasileiros em relação ao país, com 30% das citações.
Para Mendanha, o Senado deve ter papel mais ativo na construção de leis nacionais, no fortalecimento da cooperação entre União e estados e no combate às facções criminosas.
“O crime organizado deixou de ser um problema local. Ele desafia instituições, domina territórios, movimenta recursos e ameaça a autoridade do Estado. O Senado tem responsabilidade direta nesse debate, porque é ali que se discutem leis nacionais, pacto federativo, orçamento e instrumentos para proteger a população”, afirmou.

Domingos Ketelbey
É repórter, colunista e apresentador. Conecta os bastidores do poder, cultura e cotidiano na cobertura jornalística
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