Prazo se aproxima e orientação é reunir documentos desde já para evitar erros e atraso na restituição
26 de fevereiro de 2026 às 11:01
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Economia
A temporada do Imposto de Renda se aproxima e, como de costume, milhões deixam para a última hora. O Conselho Regional de Contabilidade de Goiás decidiu antecipar o recado: quem começa agora sofre menos em março.
A entrega da Declaração do Imposto de Renda 2026, referente ao ano-calendário 2025, está prevista para a segunda quinzena do próximo mês. Até lá, empresas, bancos e demais fontes pagadoras têm até 27 de fevereiro para disponibilizar o informe de rendimentos, documento-chave para evitar divergências com a Receita.
O presidente do CRCGO, Marcelo Cordeiro, defende a antecedência como estratégia de sobrevivência fiscal. “É fundamental começar a separar todos os documentos com calma. As informações sobre rendimentos tributáveis e despesas dedutíveis influenciam diretamente no resultado da declaração, podendo gerar restituição ou imposto a pagar”, afirmou.
Na prática, a organização começa pelo básico: informes de rendimentos, comprovantes de despesas médicas e educacionais, dados de dependentes, documentos de bens e recibos de rendimentos recebidos de pessoa física. Nada disso precisa ser anexado no envio, mas deve ser guardado por cinco anos. A Receita pode bater à porta nesse intervalo.
A pressa, segundo o CRCGO, é inimiga da precisão. “Quando a declaração é feita com pressa, crescem as chances de erros ou omissões, o que pode levar à malha fina”, alertou Cordeiro. Ele acrescenta um argumento pragmático: quem entrega cedo e sem pendências costuma receber a restituição nos primeiros lotes.
Os números ajudam a dimensionar o alcance da obrigação. Em Goiás, 1.590.735 contribuintes declararam no último exercício. Desse total, 57,4% tiveram imposto a restituir. Outros 19,7% pagaram imposto e 22,9% ficaram no zero a zero. No país, foram 46,7 milhões de declarações, com mais de R$ 39 bilhões devolvidos aos contribuintes.
Há ainda a mudança na tabela que tem gerado dúvidas. A isenção para quem ganha até R$ 5 mil mensais já aparece nos contracheques desde fevereiro, mas seus efeitos definitivos só serão consolidados na declaração de 2027, referente ao ano-calendário 2026. “O contribuinte já sente a diferença no salário, mas o ajuste final ocorrerá na declaração do próximo ano”, explicou o presidente do CRCGO.

Domingos Ketelbey
É repórter, colunista e apresentador. Conecta os bastidores do poder, cultura e cotidiano na cobertura jornalística
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