Matheus Ribeiro explicou ao jornalista Domingos Ketelbey, em entrevista exclusiva ao Blog do DK, os motivos que o levaram a declarar voto em Lula no segundo turno. (Foto: Divulgação)

Matheus Ribeiro explicou ao jornalista Domingos Ketelbey, em entrevista exclusiva ao Blog do DK, os motivos que o levaram a declarar voto em Lula no segundo turno. (Foto: Divulgação)

Matheus Ribeiro explicou ao jornalista Domingos Ketelbey, em entrevista exclusiva ao Blog do DK, os motivos que o levaram a declarar voto em Lula no segundo turno. (Foto: Divulgação)

Matheus Ribeiro explicou ao jornalista Domingos Ketelbey, em entrevista exclusiva ao Blog do DK, os motivos que o levaram a declarar voto em Lula no segundo turno. (Foto: Divulgação)

Tucano, Matheus Ribeiro detalha voto em Lula: “Quero ver as instituições preservadas”

Tucano, Matheus Ribeiro detalha voto em Lula: “Quero ver as instituições preservadas”

Em entrevista ao Blog do DK, ex-presidente do PSDB de Goiânia critica decisão da direção estadual da sigla e diz que apoio ao petista está ligado à defesa da democracia

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O jornalista e ex-presidente do PSDB de Goiânia Matheus Ribeiro afirmou que decidiu votar no presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno por considerar que a disputa envolve a preservação das instituições e da democracia.

Em entrevista ao jornalista Domingos Ketelbey, do Blog do DK, o tucano também criticou o posicionamento oficial do PSDB goiano em favor de Flávio Bolsonaro (PL).

Matheus disse não ter relação de “afeição” ou “idolatria” com Lula, mas afirmou enxergar no petista maior compromisso com a manutenção das instituições democráticas. “Eu não tenho uma afeição ou uma idolatria pessoal por nenhum político, e vou citar especialmente o presidente Lula, que será o meu voto. Mas eu vejo e projeto um governo Lula, um governo que respeita as instituições e que está compromissado com a democracia, algo que eu não vejo no adversário”, afirmou.

“Sou um cidadão livre e independente”

Questionado sobre o que o levou a participar mais ativamente das mobilizações pró-Lula nesta reta final, Matheus afirmou que a decisão partiu de uma escolha pessoal. “O fato de ser um cidadão livre e independente, que ama o meu país e que quer ver as instituições preservadas, que quer ver a democracia forte e que quer ver na Presidência um presidente que esteja comprometido em sustentar essa responsabilidade”, declarou.

Segundo ele, a aproximação do segundo turno e a movimentação de eleitores que não se identificam com a esquerda ou com o PT também pesaram na decisão de ampliar sua participação. “Hoje há um sentimento, inclusive, de muitas pessoas que não são de esquerda, que não são petistas, que não são lulistas, mas que são brasileiros e brasileiras que amam o seu país e que querem defender o seu país”, afirmou ao Blog do DK.

Partidos são feitos por pessoas

Banner de 93 anos de Goiânia, com a frase “Pra toda vida, pra todo mundo” e a imagem de uma mulher e uma criança.

Matheus também comentou a decisão do PSDB de Goiás de apoiar Flávio Bolsonaro.

Ao ser questionado por Domingos Ketelbey sobre a divergência em relação à posição oficial da legenda, respondeu: “Partidos são feitos por pessoas, Domingos. Partidos são feitos por pessoas.”

Para o jornalista, a posição adotada pela atual direção estadual contribui para aprofundar uma crise de identidade dentro do PSDB. “Acredito que uma ala do PSDB, uma ala que hoje possui direção partidária, se motivou a fazer uma manifestação de apoio que, na minha percepção, contribui ainda mais para uma derrocada já clara do PSDB e não para uma reforma interna necessária”, afirmou.

Matheus critica perda de identidade do PSDB

Na avaliação do tucano, o partido se afastou das bases social-democratas que marcaram sua trajetória e deixou de apresentar alternativas próprias nas últimas disputas presidenciais. “O partido deixou por duas eleições presidenciais de apresentar opções aos brasileiros e brasileiras, deixou de defender a social-democracia, deixou de colocar uma voz de um centro democrático”, disse.

Matheus também fez uma distinção entre o centro político que defende e o chamado Centrão. “Não é um centro frouxo, não é um centrão interesseiro. É um centro que coloca a sensatez em primeiro lugar para melhorar a vida das pessoas, para trazer resultado”, declarou.

Ele citou ainda as políticas sociais implementadas durante os governos de Fernando Henrique Cardoso como parte da tradição que, em sua avaliação, deveria continuar orientando o PSDB.

Direita, esquerda e centro democrático unidos

Em uma das falas mais enfáticas da entrevista, Matheus afirmou que sua decisão de apoiar Lula não significa adesão partidária ao PT. “Não é um partidarismo, não é uma idolatria política, como eu observo muitas vezes acontecer no bolsonarismo”, afirmou.

Na sequência, defendeu a união de diferentes campos políticos no segundo turno. “É, de fato, como a gente tem visto no emblema divulgado nos últimos dias: direita, esquerda e o centro democrático unidos contra o bolsonarismo”, declarou.

Participação seguirá dentro da rotina

Perguntado se pretende intensificar a participação na campanha até domingo, Matheus disse que continuará contribuindo dentro das possibilidades de sua rotina profissional. “Eu faço sempre o que é possível, eu faço sempre o que está no meu dia a dia. Até na minha própria campanha eu não pude parar de trabalhar. Eu sou um trabalhador brasileiro, empreendo, mas estou ali todo dia exercendo o meu ofício”, afirmou.

O jornalista disse considerar sua participação uma atuação de cidadão preocupado com as liberdades garantidas pelo Estado Democrático de Direito. “Faço o que me cabe enquanto cidadão, enquanto me sinto confortável, enquanto jornalista, enquanto profissional, enquanto alguém que zela e se preocupa, inclusive, com a liberdade de expressão, com a liberdade que a gente só encontra no espaço do Estado Democrático de Direito”, concluiu.

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Karla Alves

É jornalista e assessora de comunicação. Há mais de 15 anos, atua na imprensa goiana e aproxima informação, pessoas e organizações.

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