Disputa presidencial já soma 698 ações envolvendo as duas campanhas e supera com folga o volume registrado na eleição de 2022
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A disputa presidencial entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) chegou ao segundo turno acompanhada por um volume recorde de ações no Tribunal Superior Eleitoral.
Somente no primeiro turno, 698 processos envolvendo as duas principais candidaturas chegaram ao TSE. O número é quase três vezes maior que o registrado na eleição presidencial de 2022.
Judicialização cresce no segundo turno
A disputa jurídica continuou após a votação de 4 de outubro.
Desde o início do segundo turno, o TSE recebeu dezenas de novas ações envolvendo pedidos de remoção de conteúdos, acusações de desinformação, impulsionamento irregular e suposto abuso de poder.
Parte das representações envolve publicações feitas nas redes sociais e em canais de mensagens usados pelas campanhas.
Um dos casos recentes envolve o chamado “Exército do Lula”, canal de WhatsApp ligado ao deputado André Janones. Flávio Bolsonaro acionou o TSE alegando disseminação de conteúdos ofensivos e desinformativos.
Campanhas acionam tribunal de forma recorrente
A judicialização não ocorre apenas de um lado.
A coligação de Lula também apresentou diferentes representações contra Flávio Bolsonaro e aliados, questionando publicações que associavam o petista a organizações criminosas ou utilizavam conteúdos manipulados por inteligência artificial.
Em uma dessas ações, o TSE determinou a retirada de três publicações feitas por Flávio na rede social X. Uma delas utilizava inteligência artificial sem a identificação exigida pela legislação eleitoral.
Nunes Marques chama campanhas para reunião
O aumento do número de ações e decisões divergentes dentro da própria Corte levou o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, a convocar representantes jurídicos das duas campanhas para uma reunião.
O encontro ocorre em meio a disputas sobre remoção de conteúdos e diferentes interpretações sobre os limites da propaganda eleitoral digital.
Disputa migra também para os tribunais
O volume de processos mostra que a eleição presidencial de 2026 não está sendo travada apenas nas urnas, no horário eleitoral e nas redes sociais.
As estratégias jurídicas passaram a ocupar espaço crescente nas duas campanhas, com pedidos sucessivos para retirada de publicações e aplicação de sanções aos adversários.

Karla Alves
É jornalista e assessora de comunicação. Há mais de 15 anos, atua na imprensa goiana e aproxima informação, pessoas e organizações.
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