Presidente colocou à disposição do TSE dados bancários, fiscais e telefônicos dos últimos oito anos, além de informações da esposa, dos filhos e de empresa ligada a ele
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, protocolou no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) uma autorização para a quebra de seus sigilos bancário, fiscal e telefônico, desde que Flávio Bolsonaro (PL), adversário no segundo turno, aceite fazer o mesmo.
O requerimento abrange informações dos últimos oito anos e também inclui a primeira-dama Janja Lula da Silva e os cinco filhos do presidente: Lurian, Marcos Cláudio, Fábio Luís, Sandro e Luís Claudio.
A proposta surgiu durante o debate presidencial realizado no domingo (18), quando Lula desafiou Flávio a abrir informações financeiras e telefônicas antes da votação.
Desafio começou no debate
Durante o confronto na Band, Lula propôs que os dois candidatos colocassem os dados à disposição das autoridades para eventual investigação e divulgação.
Flávio respondeu que não tinha nada a esconder, mas não confirmou, naquele momento, adesão ao procedimento nos mesmos termos propostos pelo petista.
Na segunda-feira (19), Lula anunciou que formalizaria a autorização junto à Justiça Eleitoral. O documento foi entregue no dia seguinte ao presidente do TSE, ministro Kássio Nunes Marques.
Familiares também entram no pedido
Além dos próprios dados, Lula condicionou a abertura de seus sigilos à disponibilização das informações de familiares de Flávio.
O documento cita a esposa do senador, Fernanda Bolsonaro; os pais Jair Bolsonaro e Rogéria Bolsonaro; e os irmãos Carlos, Eduardo e Jair Renan Bolsonaro.
No caso de Lula, a autorização inclui Janja e seus cinco filhos.
Empresas também são mencionadas
O pedido apresentado ao TSE também alcança pessoas jurídicas ligadas aos candidatos.
Lula colocou à disposição informações da L.I.L.S. Palestras, Eventos e Publicações Ltda., empresa vinculada a ele.
No documento, a defesa do presidente também cita empresas que, segundo informações reunidas na petição, teriam vínculos com Flávio Bolsonaro.
Divulgação antes da eleição
A manifestação apresentada pela campanha de Lula defende que eventual abertura e divulgação das informações ocorra antes do segundo turno.
O argumento é de que os dados poderiam ser disponibilizados publicamente para conhecimento dos eleitores.
A votação será realizada neste domingo, 25 de outubro.
Flávio ainda não havia formalizado adesão
Até a última atualização pública sobre o caso, Flávio Bolsonaro ainda não havia apresentado ao TSE autorização equivalente nos mesmos termos formulados por Lula.
O pedido apresentado pelo presidente foi encaminhado à Justiça Eleitoral e passa a integrar mais um episódio da disputa entre as duas campanhas na última semana antes da votação.

Karla Alves
É jornalista e assessora de comunicação. Há mais de 15 anos, atua na imprensa goiana e aproxima informação, pessoas e organizações.
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