A novidade é destinada a pessoas que já apresentam sintomas e suspeita clínica da doença. (Foto: Reprodução/Hospital Santa Mônica)

A novidade é destinada a pessoas que já apresentam sintomas e suspeita clínica da doença. (Foto: Reprodução/Hospital Santa Mônica)

A novidade é destinada a pessoas que já apresentam sintomas e suspeita clínica da doença. (Foto: Reprodução/Hospital Santa Mônica)

A novidade é destinada a pessoas que já apresentam sintomas e suspeita clínica da doença. (Foto: Reprodução/Hospital Santa Mônica)

Exame de sangue para Alzheimer: veja quem pode fazer e quanto custa

Exame de sangue para Alzheimer: veja quem pode fazer e quanto custa

Teste começou a ser oferecido por cerca de R$ 3 mil em hospital de Porto Alegre; resultado positivo não significa, sozinho, diagnóstico de demência

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Um exame de sangue pode ajudar a esclarecer se sintomas cognitivos estão associados ao Alzheimer. O primeiro teste sanguíneo de p-tau217 com registro na Anvisa começou a ser oferecido nesta quinta-feira (15), no Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre (RS).

O valor estimado é de R$ 3 mil, e a realização depende de pedido médico. A novidade é destinada a pessoas que já apresentam sintomas e suspeita clínica da doença.

Isso significa que o exame não funciona como um check-up para descobrir se alguém sem sintomas terá Alzheimer no futuro. A capacidade de antecipar o surgimento da doença ainda está sendo estudada.

Quem pode fazer?

A bula estabelece a indicação para pessoas com mais de 50 anos. O procedimento não foi testado em pacientes abaixo dessa faixa etária, e o significado do resultado nesse público permanece desconhecido.

O teste faz parte de uma investigação. O médico precisa considerar os sintomas, o histórico do paciente, a avaliação clínica e outros exames antes de estabelecer um diagnóstico.

Por isso, um resultado positivo não permite afirmar, sozinho, que a pessoa tem demência causada pelo Alzheimer.

O que o exame encontra no sangue?


Banner de 93 anos de Goiânia, com a frase “Pra toda vida, pra todo mundo” e a imagem de uma mulher e uma criança.

A análise mede a proteína p-tau217, um marcador associado às alterações biológicas da doença. Seus níveis acompanham o acúmulo de placas de beta-amiloide no cérebro.

O laudo pode ser positivo, negativo ou inconclusivo. Quando não há resposta definida, pode ser necessário realizar outros procedimentos para continuar a investigação.

Entre eles estão o PET amiloide, exame de imagem, e a análise do líquor, que exige coleta por punção lombar. A possibilidade de investigar o marcador pelo sangue pode diminuir a necessidade desses métodos em parte dos pacientes.

Já pode fazer pelo SUS?

Ainda não há previsão. Segundo o Ministério da Saúde, nenhum pedido de avaliação do teste chegou à Conitec, comissão que analisa tecnologias que podem ser incorporadas ao sistema público.

A cobertura pelos planos de saúde também não está confirmada. Por enquanto, a oferta desse teste registrado ocorre na rede privada, no hospital de Porto Alegre.

É o primeiro exame desse tipo no país?

Ele é o primeiro teste sanguíneo de p-tau217 com registro na Anvisa, mas outras iniciativas já utilizam o biomarcador no Brasil.

O Richet, em parceria com o Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino, oferece uma análise baseada na tecnologia SIMOA, por R$ 1,8 mil. Nesse caso, o serviço funciona em parceria com o centro de pesquisa enquanto tramita a aprovação formal para o mercado.

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Domingos Ketelbey

É repórter, colunista e apresentador. Conecta os bastidores do poder, cultura e cotidiano na cobertura jornalística.

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