Donald Trump enfrenta eleições de meio de mandato em cenário de queda de popularidade e risco de perda da maioria republicana no Congresso. (Foto: Agência Brasil)

Donald Trump enfrenta eleições de meio de mandato em cenário de queda de popularidade e risco de perda da maioria republicana no Congresso. (Foto: Agência Brasil)

Donald Trump enfrenta eleições de meio de mandato em cenário de queda de popularidade e risco de perda da maioria republicana no Congresso. (Foto: Agência Brasil)

Donald Trump enfrenta eleições de meio de mandato em cenário de queda de popularidade e risco de perda da maioria republicana no Congresso. (Foto: Agência Brasil)

Eleições nos EUA podem enfraquecer Trump e reabrir caminho para impeachment

Eleições nos EUA podem enfraquecer Trump e reabrir caminho para impeachment

Democratas precisam conquistar a Câmara dos Representantes para ampliar poder de investigação sobre o governo; eventual destituição ainda dependeria de aprovação de dois terços do Senado

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Política

As eleições de meio de mandato dos Estados Unidos, marcadas para 3 de novembro, podem reduzir o poder político do presidente Donald Trump e criar condições para a retomada de discussões sobre um novo processo de impeachment caso os democratas conquistem a maioria na Câmara dos Representantes.

Atualmente, os republicanos controlam tanto a Câmara quanto o Senado, mas com margens estreitas.

Os democratas precisam conquistar quatro cadeiras adicionais na Câmara e quatro no Senado para alterar o controle das duas Casas.

Câmara abre caminho para investigações

Uma vitória democrata na Câmara daria ao partido o comando das principais comissões parlamentares e ampliaria o poder para realizar investigações, convocar autoridades, emitir intimações e exigir documentos do governo.

Esse cenário não significa automaticamente que Trump sofrerá impeachment.

Para abrir formalmente um processo, seria necessária maioria simples na Câmara dos Representantes.

Depois disso, uma eventual condenação e retirada do presidente do cargo dependeria do voto favorável de dois terços dos senadores.

Impeachment ganha espaço no debate

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Uma maioria democrata mais ampla na Câmara pode fortalecer parlamentares que defendem a abertura de um novo processo contra Trump.

Mesmo assim, dirigentes democratas vêm demonstrando cautela sobre a possibilidade de transformar o impeachment na prioridade imediata caso conquistem a Casa.

Nos bastidores, a estratégia discutida inclui inicialmente ampliar investigações sobre o governo, empresas e pessoas vinculadas ao entorno político e empresarial de Trump.

Popularidade cai para 31%

A disputa ocorre em um momento de desgaste do presidente.

Pesquisa Reuters/Ipsos divulgada nesta semana mostrou que 31% dos norte-americanos aprovam o desempenho de Trump, o menor índice registrado em seus dois mandatos.

No mesmo levantamento, 47% dos eleitores registrados disseram que votariam em candidatos democratas nas eleições para o Congresso, enquanto 35% escolheriam republicanos.

Custo de vida aparece entre principais preocupações

O cenário eleitoral também é influenciado pela insatisfação com o custo de vida.

Preços de combustíveis, alimentos, moradia e saúde aparecem entre as preocupações dos eleitores, ao lado de imigração e política externa.

As eleições de meio de mandato tradicionalmente funcionam como um teste político para o presidente em exercício e podem alterar significativamente a relação de forças em Washington.

Senado é decisivo para eventual destituição

Mesmo que os democratas conquistem a Câmara e aprovem um eventual impeachment, retirar Trump do cargo seria uma tarefa muito mais difícil.

A Constituição norte-americana exige o apoio de dois terços do Senado para condenar um presidente.

Mesmo em um cenário de bom desempenho eleitoral dos democratas, projeções atuais não apontam uma maioria próxima desse patamar.

Trump já sofreu dois processos

Donald Trump já foi alvo de dois impeachments durante o primeiro mandato.

O primeiro ocorreu em 2019, relacionado às pressões sobre a Ucrânia para investigar Joe Biden.

O segundo foi aprovado pela Câmara em janeiro de 2021, depois da invasão do Capitólio.

Nos dois casos, Trump foi absolvido pelo Senado.

Ele próprio já falou sobre novo impeachment

O risco político também já foi mencionado pelo próprio presidente.

Em janeiro deste ano, Trump disse a parlamentares republicanos que uma derrota nas eleições de meio de mandato poderia levar os democratas a tentar destituí-lo novamente.

“Se não vencermos as eleições de meio de mandato, eles encontrarão um motivo para me destituir”, afirmou na ocasião.

Resultado definirá últimos dois anos

As eleições de 3 de novembro definirão o controle do Congresso durante os dois últimos anos do atual mandato de Trump.

Caso os republicanos mantenham Câmara e Senado, o presidente tende a conservar maior capacidade para conduzir sua agenda no Legislativo.

Uma vitória democrata em uma ou nas duas Casas, por outro lado, ampliaria a fiscalização sobre o Executivo e poderia impor uma fase de maior confronto político em Washington.

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Karla Alves

É jornalista e assessora de comunicação. Há mais de 15 anos, atua na imprensa goiana e aproxima informação, pessoas e organizações.

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