Dados da Anac mostram que 76,8 milhões de passageiros utilizaram voos domésticos nos nove primeiros meses de 2026; movimentação internacional também atingiu marca histórica
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Cidades
O brasileiro está viajando mais de avião, e os números mostram um novo recorde no setor. Entre janeiro e setembro de 2026, o Brasil registrou 76,8 milhões de passageiros em voos domésticos, o maior volume para esse período desde o início da série histórica, em 2000. Quando considerados também os voos internacionais, a movimentação nos aeroportos brasileiros chegou a 99,5 milhões de passageiros.
Os dados são da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), compilados pelo Ministério do Turismo, e mostram crescimento tanto nas viagens dentro do país quanto nas conexões com o exterior.
No mercado doméstico, o aumento foi de 3,4% em comparação com os nove primeiros meses de 2025, quando 74,3 milhões de passageiros foram contabilizados. Já no mercado internacional, a expansão foi de 7,2%, com 22,7 milhões de passageiros entre janeiro e setembro deste ano.
Somados os dois segmentos, o crescimento da movimentação aérea brasileira foi de 4,2% em relação ao mesmo período do ano passado.
Voos internacionais também atingem recorde
O avanço não ficou restrito às viagens nacionais. Entre janeiro e setembro de 2026, o Brasil registrou 22,7 milhões de passageiros em voos internacionais, contra 21,1 milhões no mesmo intervalo de 2025.
Somente em setembro, foram 2,3 milhões de passageiros internacionais, volume 4% superior ao registrado no mesmo mês do ano anterior.
Nos voos domésticos, setembro contabilizou 8,5 milhões de passageiros, mantendo o patamar observado em 2025.
Com os resultados, a movimentação total nos aeroportos brasileiros passou de 95,5 milhões de passageiros nos nove primeiros meses do ano passado para 99,5 milhões em 2026.
Brasil já recebeu 7 milhões de turistas estrangeiros
O crescimento da aviação ocorre em meio ao aumento da movimentação turística internacional. Segundo o Ministério do Turismo, o Brasil alcançou, na semana passada, a marca de 7 milhões de turistas estrangeiros recebidos em 2026, mantendo o patamar inédito observado no mesmo período do ano anterior.
Em 2025, o país recebeu 9,2 milhões de visitantes internacionais ao longo do ano, estabelecendo um recorde anual. Pernambuco e Rio Grande do Norte também apresentaram resultados expressivos. De acordo com o ministério, os dois estados já receberam, em 2026, quantidades de turistas estrangeiros equivalentes aos totais registrados durante todo o ano passado.
A movimentação de visitantes internacionais também se reflete na economia. Entre janeiro e agosto, os gastos de turistas estrangeiros no Brasil somaram R$ 38,7 bilhões, segundo dados do Banco Central.
O resultado representa um recorde para o período. Os números referentes a setembro ainda não haviam sido divulgados.
Turismo de negócios movimenta quase R$ 10 bilhões
Outro segmento que apresentou crescimento foi o turismo corporativo, relacionado a viagens profissionais, reuniões, congressos e eventos empresariais.
De janeiro a agosto de 2026, o setor movimentou R$ 9,75 bilhões, alta de 8,2% em comparação com o mesmo período do ano anterior. Os dados são da Associação Brasileira de Agências de Viagens Corporativas (Abracorp).
No mercado de trabalho, o turismo também apresentou resultados positivos. Entre agosto de 2025 e agosto de 2026, foram criadas 62 mil vagas formais no setor.
Atualmente, a atividade emprega aproximadamente 2,42 milhões de pessoas e representa cerca de 5% da força de trabalho brasileira, conforme informações do Ministério do Turismo.
Governo destaca impacto na economia
Para o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, o crescimento da movimentação aérea demonstra a importância do setor para a economia brasileira. “Os números confirmam o que vivemos na prática: o Brasil voltou a voar alto e a bater recordes históricos no turismo. Ultrapassar a marca inédita de 76 milhões de passageiros no mercado doméstico mostra a força da nossa economia e a confiança do mundo no nosso país”, afirmou.
O ministro também destacou os reflexos da movimentação de passageiros sobre outras atividades econômicas, especialmente hospedagem, alimentação e serviços turísticos. “Cada voo representa mais empregos gerados, mais hotéis movimentados e mais renda injetada de Norte a Sul do Brasil”, declarou.
Segundo Feliciano, os resultados estão relacionados aos esforços para ampliar a conectividade aérea, reduzir custos e promover os destinos brasileiros no exterior.

Domingos Ketelbey
É repórter, colunista e apresentador. Conecta os bastidores do poder, cultura e cotidiano na cobertura jornalística.
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